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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A ENCARNAÇÃO DE JESUS CRISTO - COMO O VERBO ETERNO TORNOU-SE HOMEM - CAPITULO 3



A Encarnação de Jesus Cristo
Jacob Boehme


Nota Do Blog:
Iniciaremos no blog O Sol Interno um estudo sobre algumas obras de Jacob Boehme, O filosofo alemão inspirado por Deus. Abriremos um tópico exclusivo chamado Jacob Boehme para aqueles que se interessarem em aprofundar seus estudos sobre sua doutrina e vida. No final de cada capítulo abordado colocaremos sempre um link para download do livro citado na matéria postada.

Jacob Boehme foi mais do que um simples homem, foi um ser que enxergou com a pureza de seu coração os mistérios que envolem Deus, a santíssima trindade e toda a manifestação de sua criação.

Que aos poucos e de forma constante a força e luz cristica possa tocar nossas almas como tocou a alma deste ser especial.


Paz Profunda 
FIAT LUX
PAX

Namastê

***

Continuação:


CAPÍTULO III

O portão da criação do homem

1. Embora isso já tenha sido explicado suficientemente em outros livros, como nem todos os tem em mãos, é necessário que se faça um resumo sobre a criação do homem, a fim de que a encarnação de Cristo seja, mais à frente, bem compreendida. Também por causa das pérolas, as quais no curso de sua busca, cabem mais e mais ao homem, sendo reveladas e concedidas à ele. Recriar a mim mesmo com Deus, produz em mim grande satisfação.

2. A criação do homem ocorreu em todos os três Princípios, ou seja, na natureza e propriedade eterna do Pai, na natureza e propriedade eterna do Filho, e na natureza e propriedade deste mundo. No homem, criado pelo Verbum Fiat, foi soprado o espírito ternário para sua vida, a partir de três princípios e fontes. Por um Fiat triplo ele foi criado, compreenda o que é corporal e essencial; a vontade do coração do Pai introduziu no homem o espírito, de acordo com todos os três Princípios. Compreenda isso da seguinte forma:

3. O homem foi criado inteiramente à semelhança de Deus. Deus manifestou-se na humanidade numa imagem, que deveria ser como Ele próprio. Pois Deus é tudo e tudo surgiu dele; como nem tudo é bom, conseqüentemente o tudo não é chamado Deus. Pois, com relação à pura divindade, Deus é um espírito de luz-flamejante e habita em nada, unicamente em si mesmo; não há nada como ele mesmo. Mas com relação à propriedade do fogo, de onde a luz é gerada, conhecemos a propriedade do fogo como sendo a natureza, que é a causa da vida, movimento e espírito, de outra forma não haveria nenhum espírito, nenhuma luz, nenhum ser, mas uma eterna quietude; não haveria características, nem virtudes, mas somente um não fundamento sem nenhum ser.

4. Embora a luz da Majestade habite o não fundamento (falta de fundamento) sem ser capturada pela natureza e propriedade ígnea, devemos considerar o fogo e a luz, da seguinte forma: O fogo possui e produz uma fonte terrível e consumidora. Ora, há na fonte um decair, como um morrer, ou uma livre desistência. Esta livre rendição atinge a liberdade fora da fonte, como na morte, sem que haja morte alguma; mas ela descende um grau mais profundo em si mesma sendo libertada do tormento da angustia do fogo, mantendo a aspereza do fogo – mas não na angústia e sim na liberdade.

5. Com isso, a liberdade e o não fundamento passam a ser uma vida, e tornam-se uma luz; pois a liberdade recebe um lampejo da fonte angustiante e passa a desejar a substancialidade; o desejo se faz fecundo com a substancialidade da liberdade e da brandura. Pois aquilo que se aprofunda ou se volta para longe da fonte da angústia, regozija-se por estar livre da angústia, atraindo a satisfação para dentro de si e passa, com sua vontade, para fora de si, penetrando a vida e o espírito de alegria. Para expressar tal fato necessitaríamos de uma linguagem angélica. Mas na seqüência, ofereceremos ao leitor que ama à Deus, uma curta notificação para sua reflexão, a fim de compreender a substancialidade celeste.

6. Em Deus tudo é poder, espírito e vida; mas o que é substância não é espírito. Aquilo que descende do fogo, no não poder, é substância. Pois o espírito continua no fogo, mas separado em duas fontes: a do fogo e a que se inclina para a liberdade e para a luz. Esta última é chamada Deus, pois é branda e amorosa, contendo em si o reino da satisfação. O mundo angélico é compreendido na liberdade que descende da substancialidade.

7. Por termos abandonado a liberdade do mundo angélico para penetrarmos a fonte de trevas, cujo abismo é o fogo, não haveria remédio para nós, a menos que o poder e o Verbo da luz, como um Verbo da Vida Divina, torna-se um homem, a fim de nos tirar das trevas, através do tormento do fogo, da morte no fogo, penetrando novamente a liberdade da Vida divina, a essencialidade divina. Portanto, o Cristo tinha que morrer e com o espírito da alma passar pelo fogo da Natureza eterna, ou seja, pelo inferno e pela cólera da Natureza eterna, para a essencialidade divina, fazendo de nossa alma um caminho através da morte e da cólera, neste caminho devemos com Cristo e em Cristo penetrar a morte para a Vida divina eterna.

8. Mas com relação a essencialidade divina, ou seja, com relação a corporalidade divina, devemos compreender o seguinte: A luz fornece a brandura como um amor; ora, a angústia do fogo deseja a brandura, capaz de saciar sua grande sede; pois o fogo é um desejar e a brandura um ceder, já que cede a si mesma. Assim, no desejo da brandura, o ser é produzido, como uma essencialidade substancial que escapou da ferocidade, que doa livremente sua própria vida: tal é a corporalidade. Pois, através do poder na brandura, torna-se substancial, sendo atraída e retida pelo amargor, ou seja, pelo Fiat eterno. Chama-se substancialidade ou corporalidade porque encontra-se rebaixada à fonte-ígnea e espírito, estando relativamente fraca, morta ou sem poder, embora seja uma vida essencial.

9. É preciso que o leitor entenda bem. Quando Deus criou os anjos, apenas dois Princípios estavam manifestados no ser, ou seja, a existência no fogo e na luz, quer dizer, primeiro envolvendo a essencialidade ígnea no Fiat severo e amargo, com as formas da natureza ígnea; em segundo lugar, envolvendo a essencialidade celeste do santo poder com as fontes-aquosas da brandura da vida de satisfação, na qual, como no amor e na brandura, o divino súlfur foi gerado, seu Fiat foi a vontade desejosa de Deus.

10. Desta Essência divina, assim como da Natureza de Deus, os anjos foram criados como criaturas. O espírito dos anjos, ou fonte de vida, continua no fogo; pois sem fogo não existe espírito algum. Mas passam do fogo para a luz, onde recebem a fonte do amor. O fogo foi apenas a causa de suas vidas; mas a ferocidade do fogo foi extinta pelo amor, na luz.

11. Lúcifer desprezou isso e permaneceu um espírito de fogo. Assim, ele se elevou e acendeu a essencialidade em seu lócus, de onde a terra e as pedras foram produzidas; ele foi banido. Começa aqui a terceira corporalidade e o terceiro Princípio, juntamente com o reino deste mundo.

12. Como o demônio foi banido do terceiro Princípio para as trevas, Deus criou uma outra imagem à Sua semelhança para esta região. Mas se esta imagem deveria ser a imagem de Deus, segundo todos os três Princípios, tinha que ser tirada de todos os três, e de cada entidade desta região, assim como o Fiat tinha, na criação, se manifestado no éter, em conexão com o trono principesco de Lúcifer. Pois o homem ocupou o lugar de Lúcifer; desde então, a grande inveja dos demônios não atribui ao homem esta honra, mas o tem guiado continuamente pelo caminho corrupto e demoníaco, a fim de poderem aumentar seu reino. Fazem isso em rebeldia à brandura ou ao amor de Deus. Além do mais, acreditam, por viverem na ferocidade do forte poder, serem maiores do que o Espírito de Deus, que consiste de amor e brandura.

13. Assim, a Vontade-Espírito de Deus ou o santo Espírito dispôs o Fiat duplo em dois princípios, ou seja, o interno no mundo angélico e o externo neste mundo, criando o homem (Mesch ou Mensch) como uma pessoa mista. Pois deveria ser uma imagem do mundo interior e exterior, devendo reinar pela qualidade interior sobre a qualidade exterior: desta forma ele seria a semelhança de Deus; pois a natureza exterior estava suspensa na natureza interior. O paraíso florescia através da terra e o homem estava neste mundo, na terra, no Paraíso. O fruto paradisíaco crescia para ele até a queda. Quando o Senhor amaldiçoou a terra, o Paraíso passou para o mistério, tornando-se para o homem um mistério ou segredo; contudo, se o homem nascer de novo de Deus, habitará pelo homem interior, no Paraíso, mas pelo homem exterior, neste mundo.

14. Iremos mais além no que se refere à origem do homem. Deus criou seu corpo da matriz da terra, de onde a terra foi criada. Tudo encontrava-se misturado, e ainda assim dividido em três Princípios coexistentes com os três tipos de essências, no entanto aquela da cólera feroz não era conhecida. Se Adão tivesse permanecido na inocência, teria vivido o tempo todo deste mundo em dois Princípios unicamente, e teria reinado por um sobre todos; o reino da cólera feroz nunca teria sido manifestado ou conhecido, embora este reino estivesse dentro dele.

15. O corpo de Adão foi criado pelo Fiat interno, a partir do elemento interior, onde permanece o firmamento interno e o céu com as essências celestes; foi criado também, pelo Fiat externo, a partir dos quatro elementos da natureza externa e das estrelas. Pois, na matriz da terra o Fiat interno e externo encontravam-se misturados. O paraíso estava lá, e o corpo foi criado mais que nada para o Paraíso. Ele possuía a essencialidade terrestre e divina em si; mas a terrestre encontrava-se como que absorvida na essencialidade divina ou desprovida de poder. A substância ou matéria da qual o corpo foi feito ou criado era uma massa, ou uma água e um fogo, com as essências dos dois Princípios; embora o primeiro também estivesse contido nele, não estava ativo. Cada Princípio deveria permanecer em seu lugar, sem se misturar com os outros, como ocorre em Deus: desta forma, o homem seria uma completa semelhança do ser de Deus.

Sobre a insuflação da alma e do espírito

16. O corpo é uma semelhança, de acordo com a substancialidade de Deus, e a alma e o espírito uma semelhança, de acordo com a Santíssima Trindade. Deus deu ao corpo sua substancialidade a partir dos três Princípios, e o espírito e a alma a partir da fonte do Espírito ternário da Divindade Onipresente. Devemos compreender que a alma com sua imagem e seu espírito exterior surgiu dos três Princípios, sendo soprada e introduzida no corpo, como afirma Moisés: “Deus soprou nas narinas do homem o sopro da vida, e o homem tornou-se uma alma vivente” (Gen. 2,7).

17. Ora, o sopro e o espírito de Deus incluem três tipos de fontes. No primeiro Princípio é um sopro-ígneo ou espírito, que consiste na verdadeira causa da vida e que encontra-se na qualidade do Pai, como no centro da natureza ígnea. No segundo Princípio, o sopro e o espírito de Deus é a luz-flamejante ou espírito-amor, o verdadeiro espírito da Cabeça de Deus, cujo espírito é conhecido como Deus o Espírito Santo. No terceiro Princípio, como na similitude de Deus, o sopro de Deus é o espírito-ar, sobre o qual o Espírito Santo se movimenta, como diz Davi: “O Senhor caminha sobre as asas do vento” (Ps. Civ. 3); e Moisés: “O Espírito de Deus moveu-se pela face das águas, sobre o golfo de onde surge o vento (spiritus mundi) (Gen.1,2).

18. Esse espírito ternário contém o Deus completo soprado e introduzido na imagem criada, a partir de todos os três Princípios. Primeiro, o espírito-fogo, que Deus introduziu no homem de dentro, não pelas narinas, mas no coração, na dupla tintura do sangue interno e externo, embora o exterior não fosse conhecido, pois era um mistério. O sangue interior, contudo, estava em evidência e possuía duas tinturas, uma que derivava-se do fogo e outra da luz. Esse espírito-fogo é a verdadeira alma essencial, pois possui o centrum naturae com suas quatro formas como seu fogo-poder. Ela mesma inflama o fogo, transformando-se na roda das essências.

19. Este não é, de fato, a verdadeira imagem de acordo com a Divindade, mas um fogo mágico e sem fim, que nunca teve um início, nem tampouco terá fim. Compreenda que Deus introduziu o eterno fogo sem origem (que desde a eternidade existe por si só, na Magia eterna, ou seja, na vontade de Deus, no desejo da natureza eterna, como um eterno centro parturiente) nesta imagem, que deveria ser a Sua imagem.

20. Em segundo lugar, ao mesmo tempo, o fogo essencial da alma, o Espírito Santo, introduziu a luz-flamejante do espírito-amor, de si mesmo no homem, unicamente no segundo Princípio, onde a Divindade é compreendida; não nas narinas, mas como o fogo e a luz encontram-se suspensos um para o outro sendo um, embora em duas fontes. Assim o bom espírito-amor foi introduzido em seu coração, com o espírito-fogo essencial, e cada fonte trouxe consigo sua tintura própria, como uma vida especial de si mesma. Na tintura-amor compreende-se o verdadeiro espírito, a imagem de Deus, uma semelhança da pura e verdadeira Divindade, que assemelha-se ao homem completo e preenche todo o homem, mas em seu Princípio.

21. A alma é, por si só, um olho de fogo ou um espelho de fogo, no qual a Divindade se manifestou, segundo o Primeiro Princípio, ou seja, de acordo com a natureza; pois ela é uma criatura, sem ter sido criada como semelhança. Mas sua imagem, gerada a partir de seu olho de fogo na luz, é a verdadeira criatura, por causa da qual Deus tornou-se homem e trouxe-a novamente para o santo ternário, resgatando-a da cólera da Natureza eterna.

22. Certamente, a alma e sua imagem são juntas um espírito; mas a alma é um fogo faminto e deve ter substância, caso contrário torna-se um abismo obscuro e faminto, como ocorreu com os demônios. A alma produz o fogo e a vida, e a brandura da imagem produz o amor e a essencialidade celeste. Assim, o fogo da alma é moderado e repleto de amor; pois a imagem contém água da fonte de Deus, e flui para a vida eterna; essa água é amor e brandura, extraindo estas qualidades da Majestade de Deus. Como se pode ver num fogo aceso, o fogo em si possui qualidade fervente e ígnea, e a luz uma qualidade branda e graciosa; e como nas profundezas deste mundo, a água é produzida da luz e do ar, o mesmo ocorre aqui.

23. Em terceiro lugar, Deus soprou nas narinas do homem, ao mesmo tempo e de uma só vez, o espírito deste mundo, com a fonte das estrelas e dos elementos, ou seja, o ar (spiritus mundi). Ele deveria ser um administrador no reino externo e revelar as maravilhas do mundo exterior, foi para este fim que Deus criou o homem também na vida exterior. Mas o espírito exterior não deveria transgredir a imagem de Deus, nem a imagem de Deus deveria abrigar em si o espírito exterior, permitindo que este governasse sobre Si, pois seu alimento provinha do Verbo e poder de Deus. O corpo exterior recebia o alimento paradisíaco- que não era tomado no estômago ou carcaça, já que o homem não possuía este apêndice. Além disso, ele não possuía forma masculina ou feminina, pois era os dois, contendo as duas tinturas, ou seja, a da alma e a do espírito, do fogo e da luz, e deveria produzir de si mesmo um outro homem, segundo a sua semelhança. Ele era uma virgem casta no puro amor; amava a si mesmo e se fazia fecundo pela imaginação, e desta forma ocorria a sua reprodução. Ele era o senhor das estrelas e dos elementos, a semelhança de Deus. Como Deus habita nas estrelas e nos elementos, sem que nada O apreenda, Ele reina sobre todas as coisas: da mesma forma foi criado o homem. A fonte terrestre não encontrava-se totalmente ativa nele. De fato, ele possuía o espírito-ar, mas o frio e o calor não o afetava, pois a essencialidade de Deus tudo penetrava. Como o Paraíso germinava e florescia pela terra, também a essencialidade celeste cresce no ser externo de seu corpo e espírito exterior. O que parece estranho a nós na vida terrestre, certamente é possível em Deus.

24. Em quarto lugar, através da introdução de sua pura imagem celeste no Espírito de Deus, Adão recebia também o Verbo vivificante de Deus, esse era o alimento de sua alma e imagem. O mesmo Verbo vivificante era envolvido pela divina Virgem da sabedoria; a imagem da alma permanecia na imagem virgem, que na Divindade havia sido vista desde a eternidade. A pura imagem de Adão surgiu da sabedoria de Deus. Pois Deus desejou ver e manifestar a si mesmo assim, numa imagem, esta era a semelhança, segundo o Espírito de Deus, segundo a Trindade, uma imagem inteiramente casta, como os anjos de Deus. Nesta imagem Adão era o filho de Deus, não apenas uma semelhança, mas um filho, nascido de Deus, do Ser de todas as coisas.

25. Mostramos assim, de forma breve, que tipo de imagem era Adão antes de sua queda e como Deus o criou, a fim de melhor compreendermos o motivo pelo qual o Verbo de Deus tornou-se homem, como isso ocorreu e o que foi com isso realizado.



Para aprofundar seus estudo abaixo o Link do Livro:
Bons Estudos

"A Morte mística é o caminho para a vida Eterna."
Jacob Boehme

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ou a vela não é vela ou o homem não é Homem,
Assim o homem que não é enamorado de Deus
e que não faz esforços para o alcançar não é Homem.
Deus é aquele que queima o homem e o aniquila
e nenhuma razão o pode compreender.

Mawlana Rumi - ' Fihi ma fihi'

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