Perceba sua natureza transitória...

Desperte teu Sol Interno...

...e Siga a natureza silenciosa de teu coração.


MMSorge

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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Quem é SOPHIA? O que é SATAN ou SATANÁS?

SOPHIA - SATHAN


Essa é uma das imagens que representa as visões de Jacob Boheme um filósofo inspirado por Deus como o chamam!

Observe com profundidade cada detalhe dela, ela é a expressão da manifestação do interior dos interiores ao o exterior dos exteriores.

Um reflexo de toda a criação e manifestação que surge!

Quanto mais estivermos identificados com o exterior mais próximo estamos dos mundos que se manifestam no exterior compreende?

Sat-An na figura é representando como o ultimo e mais denso dos círculos ele é o opositor a - Sat - que significa a pura essência, a realidade, o real, o imutável, o sempre presente e aquilo que nunca muda!

Quando nossa essência inicia sua jornada dentro dos mundos das dualidades como apenas uma fagulha desprendida da grande unidade eterna no seu principio não dual o movimento da existência ou do querer existir "perturba" o mistério do insondável, do não existir e desse movimento nasce Sophia a sabedoria, a pura sabedoria refletida do primeiro principio, Deus, que se manifesta em seu duplo aspecto de fogo que consome e queima (ira/cólera) e de luz que ilumina e aquece (brandura/amor).

Sophia coloca em movimento e torque todos os planos da manifestação e através dela o primeiro princípio, Deus, faz consciência do existir. É através dela que ele percebe sua movimentação e como um reflexo entre espelhos a existência vai se condensando, os mundos e universos vão se refletindo e se densificando cada vez mais até se tornarem atômicos.

No movimentar da manifestação e na construção da densidade atômica nasce Sat-An, o “opositor”, o que acusa densifica e separa a pura consciência ou a pura presença da sua real natureza não dual! Porém mesmo separado e sem ter a consciência de sua verdadeira natureza Sat-An movimenta e constrói no exterior dos exteriores sua morada ilusória.

Os círculos intermediários são os estágios dessa densificação de cima para baixo e sutilização de baixo para cima.

Logo após o reino de Sat-An observe que surge o universo das estrelas fixas e dos quatro elementos: Terra, Água, Ar e Fogo juntamente com a quinta essência, o Éter de onde surge os quatro elementos. Estes elementos constroem todo o universo onde estamos manifestados neste exato momento com uma percepção falsa e dual dessa existência que é temporária na grande ilusão!

Acreditamos na dualidade mesmo sendo ela ilusória, dela é que nasce toda a separação da unidade eterna que somos e que nunca estivemos apartados ou separados, em essência somos a mesma criação e manifestação, o principio e o fim, o Alfa e o Omega a unidade eterna projetada na dualidade exterior e nos esquecemos disso, nos esquecemos de como percorrer o caminho de volta, conhecemos o caminho de onde surgimos, porém nos esquecemos deste caminho de retorno e Cristo ou Chrestos é aquele que conhece e percorre o caminho resgatando Sophia, a pura consciência, do abismo ao qual se lançou pela vontade do primeiro principio, que é Deus, em existir no exterior dos exteriores.

Criamos e projetamos a realidade que vivemos, somos o que vibramos, a frequência que emanamos através de nossas crenças e valores torna essa existência real e verdadeira mesmo sendo falsa e ilusória. Isso cria a separação, a ignorância e o sofrimento.

Conforme Sophia vai aprendendo dentro dos mundos das manifestações ilusórias e passageiras Cristo eleva e resgata sua consciência para planos mais sutis, então Sophia se eleva da esfera mais densa representada na figura pelas estrelas e a espiral e penetra com sua sabedoria esferas intermediarias onde o coração começa a se abrir para o retorno da percepção não dual, porém ainda a dualidade se manifesta, mas agora de forma mais branda, luminosa e amorosa.

A consciência de Sophia integrada e conectada com sua contraparte, o Cristo, se abre para novas dimensões e frequências tornando-a muito mais elevada, liberando a densidade atômica e material que a aprisiona em um mundo dual. Com essa liberação de densidade atômica toda a matéria densa volta a se transformar em pura luz da consciência.

Neste movimentar e transição fica bem claro e evidente na figura a mudança dos universos manifestados que vão se tornando cada vez mais elevados e mais sutis com suas estrelas, galáxias e sóis penetrando no interior dos interiores uma nova oitava com planos ainda mais sutis onde estes universos deixam de se manifestar surgindo uma nova substancialidade habitada por seres de pura luz e consciência, seres estes de natureza angélica e celestial.

Finalizando seu retorno dos mundos da manifestação finalmente Sophia compreende o mistério de toda a existência retornando para a pura fonte não dual integrada com a sabedoria de Cristo trazendo consigo toda a informação e percepção para que Deus, o primeiro princípio, possa vir a conhecer a si mesmo com seu movimentar de expressão e expansão de sua própria criação.

Observando mais uma vez a figura notamos que um pé de milho com suas raízes firmadas no plano das estrelas fixas e da espiral sobe para a eternidade e universo de Sophia onde uma espiga de milho floresce representando as sementes da existência e de toda a manifestação dentro dos aspectos e planos da dualidade.

Todos nós somos Sophia a pura essência e consciência que se projetou para o exterior dos exteriores a partir do interior dos interiores fazendo com que Deus, o Primeiro Principio pudesse vir a se conhecer através de nós.

Eu e tu Somos Deus em movimento e manifestação!

O Eu Sou o Eu Sou!!!

FIAT LUX
PAX
MMSorge

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A ENCARNAÇÃO DE JESUS CRISTO - SOBRE O SONO DE ADÃO - CAPITULO 6


A Encarnação de Jesus Cristo
Jacob Boehme


Nota Do Blog:
Iniciaremos no blog O Sol Interno um estudo sobre algumas obras de Jacob Boehme, O filosofo alemão inspirado por Deus. Abriremos um tópico exclusivo chamado Jacob Boehme para aqueles que se interessarem em aprofundar seus estudos sobre sua doutrina e vida. No final de cada capítulo abordado colocaremos sempre um link para download do livro citado na matéria postada.

Jacob Boehme foi mais do que um simples homem, foi um ser que enxergou com a pureza de seu coração os mistérios que envolem Deus, a santíssima trindade e toda a manifestação de sua criação.

Que aos poucos e de forma constante a força e luz cristica possa tocar nossas almas como tocou a alma deste ser especial.



Paz Profunda 
FIAT LUX
PAX

Namastê

***

Continuação:

CAPÍTULO VI

Sobre o sono de Adão; como Deus fez, a partir dele, uma mulher; como ele se tornou inteiramente terrestre; como Deus, através da maldição, retirou dele o Paraíso


1. Quando o homem está exausto e esgotado, ele cai no sono, como na magia. É como se ele não estivesse neste mundo, pois todos as suas percepções sensoriais cessam, a roda das essências entra num estado de repouso, é como se o homem fosse essencial e não substancial. Ele assemelha-se unicamente à magia, pois nada sabe sobre seu corpo; ele deita-se como se estivesse morto, sem estar morto; seu espírito tranqüiliza-se. As essências satisfazem-se e só o espírito da alma enxerga. Então é revelado, no espírito sideral, tudo aquilo que o céu astral traz consigo, sendo colocado magicamente na mente, como em um espelho, no qual o espírito do grande mundo observa e conduz o que vê no espelho para as essências; as essências emergem ali, como se concluíssem seu trabalho no espírito; as essências, mais que nada, emanam suas obras no espírito, como sonhos e prefigurações.

2. Devemos reconhecer, então, que quando a terrenidade lutou com Adão e ele colocou nela a sua imaginação, foi prontamente infectado, tornando-se obscuro e feroz em sua alma; pois a terrenidade começou a ser operativa, como uma água que começa a ferver; a fonte astral manifestou-se, passando a ser senhora do corpo. Moisés disse verdadeiramente: “Deus fez com que um sono profundo caísse sobre Adão”. Ou seja, tendo em vista que sua Vontade-Espírito desejou a terrenidade, Deus o deixou cair. Pois com seu desejo ele introduziu a terrenidade na essencialidade celeste, e isto o Espírito de Deus, que é um Espírito de luz, não pôde aceitar. O espírito de Adão era uma criatura, que abandonou o amor-espírito de Deus. Certamente, Ele não o abandonou por vontade própria, mas a terrenidade já o havia capturado. Quando Ele o abandonou, este afundou-se numa falta de poder, caindo no poder do terceiro Princípio, ou seja, das estrelas e dos quatro elementos; o homem foi envolvido na magia terrestre. Mas ele não se tornou totalmente terrestre; ele permanece no mistério, oculto entre o reino de Deus e o reino deste mundo, já que os dois Fiat, o divino e o terrestre, estavam ativos em nele; os dois reinos, o reino de Deus e o reino do inferno, encontravam-se agora em conflito por causa do homem. Se o precioso nome de Jesus, não tivesse sido imprimido em Adão, mesmo antes de sua criação, na essencialidade de Deus, onde estava a Virgem da sabedoria de Deus, onde Adão foi criado, ele ainda estaria, com certeza, dormindo, na morte terrestre.

3. Esta é a razão pela qual o segundo Adão, o Cristo, teve que descansar até o terceiro dia na terra, no sono do primeiro Adão, e fazer ressurgir o primeiro Adão fora da terrenalidade. Pois o Cristo também tinha uma
alma e um espírito proveniente de Adão, e o Verbo precioso da Divindade, com o Espírito de Deus manifestou-se novamente na carne de Cristo a essencialidade morta do súlfur, ou o corpo que estava morto em Adão, restaurando-o no poder da Majestade de Deus; ali, todos nós fomos restaurados!

4. Todos aqueles que pela fé e desejo penetram a carne e o sangue de Cristo, em sua morte e repouso na terra, todos estes florescem em espírito e vontade na Essencialidade divina, e são uma bela flor na Majestade de Deus. Deus, o Verbo eterno e o poder, irá manifestar em si, no último dia, através de Seu Espírito, o corpo morto, o qual em Adão havia caído no poder da terra. Pois a alma e a carne de Cristo, que são também nossa alma e carne, ou seja, a parte que Adão recebeu da divina Essencialidade, contém Deus em si, e na morte de Cristo separou-se da natureza terrestre e elevou-se, introduzindo-se na Essencialidade divina, como era antes dos tempos, e como era em nós, em Cristo e por Cristo. Há em nós, hoje em dia, uma falta de rendição ou submissão tão grande, o que nos torna vulnerável ao demônio; pois nossa morte foi dissolvida, nosso sono tornou-se vida, em Cristo, por Cristo em Deus, e por Deus na eternidade, sendo que nosso fundamento passou ao não fundamento, ou seja, para a Majestade, sem a natureza do fogo.

5. Ó, cegueira, que não permite conhecermos a nós mesmos! Ó, tu, homem puro! Se conheceste a ti mesmo, quem és, como te regozijaria! Expulsarias o demônio, ele que luta, dia e noite, para tornar nossa mente terrestre, a fim de que não reconheçamos nossa terra verdadeira e nativa, a qual abandonamos! Ó miserável e corrupta Razão, se percebestes senão uma faísca de tua glória primordial, como lutaria por ela! Quão graciosa é a face da Essência Divina! Quão doce é a água da vida eterna, que jorra da Majestade de Deus! Ó preciosíssima Luz, uma vez que te manifestastes, destrua o poder do demônio, que nos mantém cativo! Interrompa o poder do Anticristo e da inveja, e livrai-nos do mal! Desperta-nos, Senhor; temos dormido por um longo período, na armadilha do demônio, na fonte terrestre! Permita vermos, uma vez mais, a tua salvação, manifesta a nova Jerusalém! É dia, por que devemos dormir durante o dia? Venha, tu que rompes a morte, tu poderosa heroína e campeã, destrua o reino do demônio na terra! Dai-nos (a teu Adão doente) mais um alimento de Sion, para que possamos nos revigorar e voltar à nossa verdadeira e nativa terra! Vejam, todas as montanhas, colinas e vales estão repletos da glória do Senhor: Ele germina como uma planta, quem poderia impedi-lo? Aleluia!

6. Ora, quando Adão adormeceu, posicionou-se no mistério, como nas maravilhas de Deus; o que Ele fez com Adão estava feito. Assim, o nome impresso de Jesus colocou o Fiat em movimento, em duas formas, ou seja, na tintura do fogo e na tintura da água. Pois esta primeira imagem havia caído sob o poder do nome de Jesus, no Verbo da vida, e agora o Verbo da vida era o segundo criador (compreende, com o nome impresso de Jesus, que se tornaria homem). Este segundo criador separou as duas tinturas, a do fogo e a da água, uma da outra, não em poder, mas em essência; pois na essência da tintura da luz encontrava-se o sulphur veneris do amor, ao qual Adão estava destinado e que o fazia capaz de se tornar fecundo. A tintura do fogo fornecia a alma e a tintura da luz fornecia o espírito, como uma imagem de acordo com a imagem exterior. O fogo-vida desejava a luz-vida, e a luz-vida desejava o fogo-vida, ou seja, desejava o poder essencial de onde brilha a luz; tal posição era uma em Adão, pois ele era homem e mulher. E o Verbo da vida tirou de Adão, a tintura de Vênus com o Fiat celeste e terrestre, tirou também uma costela de seu lado, e a meia-cruz T na cabeça, que é a marca da Santíssima Trindade, estampada com o Verbo da Vida, assim como o severo nome de Deus, que possuía a mesma caracterização. T indica a cruz de Cristo, na qual iria padecer a morte e regenerar Adão, e no nome de Jesus, introduzi-lo na Santíssima Trindade. O Fiat tomou tudo isso para si, com todas as essências da qualidade humana, da mesma forma que a propriedade do fogo da alma, mas na tintura de Vênus, não de acordo com o poder do centro; e dividiu inteiramente a forma do homem.

7. Assim foi feita a mulher, com todos os membros e propriedades femininas, as mesmas que ela ainda possui; pois o espírito majoris mundi tinha agora o Fiat mais forte, e figurou a mulher de acordo com esta forma. Pois a forma angélica havia partido; a geração passaria a ocorrer de forma animal. Desta forma, também foi dado à Adão, tendo em vista que ele havia caído no poder da magia terrestre, uma forma animal e a imagem de membros masculinos; a geração de Adão foi atribuída ao Fiat, que fez dele mesmo uma semelhança. Se sua mente tivesse permanecido celeste, ele poderia ter criado a si mesmo, de forma celeste. Esta geração foi feita então pelo Fiat terrestre e seu corpo exterior tornou-se um animal; ele perdeu também a compreensão celeste e a virtude do Todo-Poderoso.

8. Assim, caro leitor, deves saber que Cristo, o segundo Adão, não sofreu em vão a sua crucificação e a perfuração do lado direito pela lança, e nem seu sangue foi derramado em vão. Temos aqui a chave. Adão foi aberto em seu lado direito, junto à sua costela para a formação da mulher. Neste mesmo lado deve surgir a lança de Longines, com a cólera de Deus, pois ela penetrou Adão e através da terrenidade de Maria, também penetrou o lado de Cristo, e o sangue de Cristo tinha que extinguir a cólera e afastá-la do primeiro Adão; pois o segundo Adão tinha também o sangue celeste, e este tinha que extinguir a turba terrestre, a fim de que o primeiro Adão pudesse ser feito completo novamente.
9. Que seja dito a vós, filhos dos homens, pois isto foi conhecido na santíssima trindade, e não em opiniões e conceitos. A sua alma e o seu corpo estão em risco. Cuidado com o que fazes.

10. Teve início, então, a reprodução humana de forma animal. Pois Adão reteu o limbos, e sua Eva a matriz de Vênus, enquanto as tinturas haviam se separado. Ora, cada tintura é uma mágica completa, como um desejo ardente, no qual nasce o centrum naturae, no súlfur. Então a mágica desejosa, com a tintura, é novamente encontrada no súlfur, e ainda assim não pode se ater à vida, a menos que a tintura do fogo penetre a tintura de Vênus. A tintura de Vênus é incapaz de despertar um fogo, pois é muito fraca. Não podendo estar no fogo e visto que, ao mesmo tempo, as duas tinturas desejam a vida, tem início o violento desejo do homem e da mulher, sendo que um deseja misturar-se com o outro; pois a força das essências deseja ser vital, e a tintura impele ali e também o deseja. Pois a tintura pertence à vida eterna, mas está encerrada na substância. Assim, ela deseja viver como vivia desde a eternidade; portanto, o homem deseja a matriz da mulher e a mulher deseja o limbos do homem.

11. A mulher tem uma tintura aquosa e o homem uma tintura ígnea. O homem semeia a alma, a mulher semeia o espírito e ambos semeiam a carne, ou seja, o súlfur. Desta forma o homem e a mulher são um corpo, e os dois produzem um filho; portanto, eles devem permanecer juntos, se alguma vez se fundiram, pois eles se tornaram um corpo. Mas aquele que se funde com outros, ou que se separa, quebra a ordem na natureza, assemelham-se a uma besta bruta, e não consideram que em sua semente reside a tintura eterna, onde está oculta a essencialidade divina, que neste caso será despertada na parte colérica. Além do mais, esta fornicação é uma obra que segue a sombra do homem, e no final desperta sua angústia na consciência. Pois a tintura na semente, tem sua origem na eternidade; ela é imperecível, aparece na forma de espírito e penetra na mágica do homem, de onde o homem a produziu e a manifestou.

12. Note isto, prostitutas e libertinos: o caminho que segues em segredo, freqüentemente com grande duplicidade, penetra a sua consciência e transforma-se para vós um verme mal e roedor. A tintura é um ser eterno e gostaria de viver no amor de Deus. Mas se, sob o impulso da região astral, através da infecção do demônio, tu a colocas num vaso falso e impuro, na abominação e na desordem, dificilmente irá conter o amor de Deus; ao contrário, passa desejando o primeiro lugar, em ti. Se a tintura se tornou falsa, num falso vaso, não podendo repousar, ela irá te corroer e trazer o abismo infernal para a consciência. Não se trata de ficção ou brincadeira. Não seja, portanto, totalmente animal; pois um animal toma sua tintura unicamente deste mundo, mas tu a toma da eternidade. O que é eterno não morre. Ainda que tu corrompas o súlfur, ainda assim a vontade espírito no súlfur penetra a nobre tintura no mistério, e cada mistério toma aquilo que lhe pertence. E no último dia, quando o Espírito de Deus irá se movimentar em todos os três Princípios, o mistério será revelado: ali verás tuas boas obras.

13. Assim a grande misericórdia de Deus com relação à raça humana é altamente reconhecida por nós; pois Deus quis ajudar o homem. Se, ao contrário, Deus tivesse desejado a propriedade animal, ele teria criado imediatamente e logo de início, um macho e uma fêmea; não teria feito um ser único, equipado com as duas tinturas. Mas Deus conhecia bem a queda do homem, assim como a fraude do demônio, que através de Eva fora transformado em escárnio. Quando Adão caiu e adormeceu, o demônio pensou: Agora sou senhor e príncipe da terra; mas a semente da mulher era para ele um obstáculo.

14. Devemos compreender o despertar de Adão. Ele adormeceu para o mundo celeste, e despertou para o mundo terrestre. O espírito do grande mundo o despertou. Então ele viu a mulher, e sabia que ela era sua carne e seu osso, pois a Virgem da sabedoria de Deus ainda estava nele. Ele olhou para ela e colocou sua imaginação ou desejo nela, já que continha a sua matriz, mais que tudo, a tintura de Vênus; imediatamente, uma tintura buscou a outra. Portanto, Adão a tomou para si e disse: Ela será chamada mulher, pois ela foi tirada do homem. Não se deve considerar Eva como uma virgem pura, assim como nenhuma de suas filhas. A turba destruiu a virgindade, e tornou o amor puro, em terrestre; o desejo terrestre destrói a verdadeira virgindade. A sabedoria de Deus é uma virgem pura, na qual o Cristo foi concebido e num verdadeiro e virgem vaso tornou-se homem, como veremos mais adiante.

15. Da mesma forma, a virgem terrestre não poderia permanecer no Paraíso. Embora, o homem e a mulher ainda estivessem no Paraíso, e ambos ainda possuíssem a natureza paradisíaca, mesmo que esta estivesse misturada com a ânsia terrestre. Eles estavam nus, e tinham seus membros bestiais para a procriação, mas eles ainda não conheciam estes órgãos e nem estavam envergonhados; pois o espírito do grande mundo não dominava sobre eles, antes de comerem o fruto terrestre. Então seus olhos foram abertos, pois a Virgem celeste da sabedoria de Deus retirou-se deles; Primeiro, eles conheceram o reino das estrelas e dos elementos. Quando o espírito de Deus se foi, o espírito terrestre na fonte fervente e feroz penetrou. Neste instante o demônio foi aceito, infectando e conduzindo-os à cólera e à malícia, como ocorre ainda em nossos dias. Pois a ira de Deus, que surge da Natureza eterna, e a qual o demônio acendeu e despertou, permaneceu no centro terrestre. Nenhuma vida pode nascer sem que o centro seja despertado; pois o Princípio permanece no fogo, onde toda vida está enraizada, e o centrum naturae tem em suas formas ferocidade ou abrasamento. Portanto, é dito: Curve-se, penetre a humildade, e leve uma vida correta. Pois vida é fogo e a imagem da vida, que é a semelhança de Deus, está na luz, ou seja, no fogo do amor; o fogo-luz, contudo, não fornece o centrum naturae. Assim, o demônio ainda pensa que é um senhor maior do que a criatura no fogo-amor. Certamente ele é mais austero; mas ele vive nas trevas e devora a essencialidade adstringente, o que também o torna um inimigo do amor.

16. Devemos reconhecer que o demônio é a causa pela qual o homem foi criado em seu lugar, e que ele é culpado pela queda do homem, embora Adão e sua Eva, não puderam permanecer firme, quando Deus dividiu Adão. Eles estavam, de fato, no Paraíso, onde deviam se alimentar do fruto paradisíaco, de forma angélica. Mas eles não apreciaram isso, porque a árvore do conhecimento do bem e do mal era mais agradável a eles; e Eva, tão logo foi feita, imaginou na árvore da tentação. E embora Adão tenha lhe revelado o mandamento, o desejo estava unicamente direcionado à árvore; pois as essências terrestres ainda não estavam manifestadas em Adão e Eva, eles ainda estavam ligados; ocorreu que eles germinaram o mesmo desejo, pois desejavam ser senhores e mestres. Por aí surgiu a infecção do demônio, através de sua imaginação falsa e ascendente. Ele se colocou na forma de serpente sobre a árvore, oferecendo o fruto à Eva, com o efeito de que este fruto tornaria sábio aquele que o comece. Sim, realmente! Sábio para conhecer o bem e o mal; grande miséria; dois tipos de fonte para reinar em uma criatura. Não havia conhecimento melhor. Ele disse a ela verdade e mentiras, ao mesmo tempo, ela seria sábia e seus olhos seriam abertos. Claro, era o suficiente. Ela percebeu rapidamente que pela fonte terrestre ela havia caído no espírito deste mundo, que estava nua; ela reconheceu seus membros bestiais, adquiriu intestinos no corpo e uma carcaça fedorenta, cheia de pesar e miséria, na angústia e na tribulação, como está explicito no livro “De tribus principiis”. Temos diante de nossos olhos, que tipo de anjos do Paraíso éramos nós, como devemos nos gerar e nos sustentar na angústia, no pesar e na miséria, o que deveria ser feito de forma diferente.

17. Assim, conhecemos suficientemente a queda de Adão e por que ele não podia permanecer no paraíso, o que era o Paraíso, que ainda existe. Mas ele não contém agora o fruto paradisíaco, e nós não temos a natureza e os olhos paradisíacos; nós não o vemos. Pois, Deus amaldiçoou a terra, por causa do homem, a fim de que o paraíso não mais florescesse sobre a terra. Ele se tornou para nós um mistério, e ainda o é; para este mistério partem as almas dos santos, quando o corpo terrestre se separa da alma. Ele está neste mundo e também fora deste mundo, pois a fonte do mundo não o toca. Todo o mundo poderia ter sido como um paraíso, se Adão tivesse permanecido na inocência; mas quando Deus amaldiçoou a terra, o Paraíso desapareceu; pois a maldição de Deus é uma retirada. A Sua retirada não é um recuar, mas um penetrar em outro Princípio, em si mesmo. O Espírito de Deus saiu de Deus para a essência; mas quando esta essência se tornou terrestre, e o demônio, inimigo de Deus, começou a nela habitar, então o Espírito de Deus penetrou o seu próprio Princípio, ou seja, no amor, retirando-se da terrenidade. Ali, isto é apresentado ao homem na luz da vida. Agora, aquele que deseja penetrar o amor de Deus, usa a sua vontade-espírito para atingir o Paraíso. Desta forma, o Paraíso floresce novamente em sua vontade-espírito, e ele passa a receber novamente, em união com sua imagem, a essencialidade celeste, onde reina o Espírito Santo.

18. Que isto seja uma pérola para vós, filhos dos homens; pois este é o verdadeiro fundamento. Aquele que o busca e o encontra tem expressado o seu deleite. É a pérola que permanece oculta no campo, do qual falou o Cristo, que um homem vendeu todos os seus bens e comprou a pérola (Mat. 13 – 45,46).

19. Devemos nos referir ao Querubim, que conduziu Adão e Eva para fora do Paraíso, como o anjo do rigor, o que significa o mutilador da vida terrestre do Paraíso, a fim de que o corpo e a alma se separassem.

20. Sabemos, de fato, que Adão e Eva foram conduzidos para fora de onde se encontrava a árvore da tentação, pois o fruto paradisíaco estava lá; estes eles não mais iriam ver ou comer, pois o que é celeste não pertence ao terrestre. Os animais também foram conduzidos por conta da árvore má; eles não foram capazes de desfrutar do fruto paradisíaco; mas qualquer animal podia comer desta árvore, pois ela era terrestre. Assim, Adão e Eva foram compelidos a deixarem o Paraíso, pois Deus havia, através do espírito do grande mundo, os revestido com as peles das bestas, no lugar da vestimenta celeste e brilhante, e havia pronunciado a eles sentenças com relação ao que deveriam fazer neste mundo, o que deveriam comer e como deveriam conseguir o seu pão com sofrimento e na miséria, até que pudessem retornar à terra, de onde foram, em parte, extraídos.


Para aprofundar seus estudo abaixo o Link do Livro:
Bons Estudos

"A Morte mística é o caminho para a vida Eterna."
Jacob Boehme

FIATLUX
PAX

MMSorge

sábado, 6 de julho de 2013

JACOB BOEHME

JACOB BOEHME
(1575 -1674)













Para assistir aos vídeos dê um pause na rádio.

Fonte: You Tube

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A ENCARNAÇÃO DE JESUS CRISTO - SOBRE O SONO DE ADÃO - CAPITULO 5



A Encarnação de Jesus Cristo
Jacob Boehme


Nota Do Blog:
Iniciaremos no blog O Sol Interno um estudo sobre algumas obras de Jacob Boehme, O filosofo alemão inspirado por Deus. Abriremos um tópico exclusivo chamado Jacob Boehme para aqueles que se interessarem em aprofundar seus estudos sobre sua doutrina e vida. No final de cada capítulo abordado colocaremos sempre um link para download do livro citado na matéria postada.

Jacob Boehme foi mais do que um simples homem, foi um ser que enxergou com a pureza de seu coração os mistérios que envolem Deus, a santíssima trindade e toda a manifestação de sua criação.

Que aos poucos e de forma constante a força e luz cristica possa tocar nossas almas como tocou a alma deste ser especial.



Paz Profunda 
FIAT LUX
PAX

Namastê

***

Continuação:

CAPÍTULO V

Sobre a lamentável e miserável queda do homem.

Para descrever claramente a encarnação de Jesus Cristo, é necessário expor-lhes as causas pelas quais Deus tornou-se homem. Não se trata de algo sem importância ou de pouco valor como consideram os Judeus e os Turcos, e mesmo entre os Cristãos, fica meio que sem sentido; não pode ser senão uma causa importante, o que colocou o Deus imutável em movimento. Guarde bem isso, iremos expor-lhes as causas.

1. Adão era um homem e uma imagem de Deus, uma completa semelhança de Deus, embora Deus não seja imagem. Ele é o reino e o poder, também a glória e a eternidade, tudo em tudo. Mas a profundidade infundada desejou manifestar-se em similitudes; de fato, tal manifestação ocorreu da eternidade, na sabedoria de Deus, como numa imagem virginal, que, contudo não era uma genetrix, mas um espelho da Divindade e da eternidade, como se apresenta no fundamento e no não fundamento, um olho da glória de Deus. De acordo com este mesmo olho, foi criado ali os tronos dos príncipes como anjos e por fim, o homem, que tinha novamente o trono em si; ele foi criado da magia eterna, da Essência de Deus, do nada para algo, do espírito para o corpo. Como a magia eterna o gerou de si mesma, no olho das maravilhas e sabedoria de Deus, da mesma forma ele poderia e deveria gerar de si mesmo um outro homem, de forma mágica, sem a dilaceração de seu corpo; pois o homem foi concebido no desejo ardente de Deus, sendo gerado e trazido à luz pelo desejo de Deus. Conseqüentemente, ele possuía o mesmo desejo ardente em si, para sua própria fecundação. Pois, a tintura de Vênus é a matriz, e se torna fecunda com a substância, como com o súlfur no fogo, o qual ainda obtém à substância na água de Vênus. A tintura do fogo oferece a alma; a tintura da luz oferece o espírito; a água ou a substância oferece o corpo; o Mercúrio ou o centrum naturae oferece a roda das essências e a grande vida no fogo e água, celeste e terrestre; o Sal, celeste e terrestre, mantém tudo isso no ser, pois ele (o Sal) é o Fiat.

2. O homem tem em si a constelação externa, que é a sua roda das essências do mundo exterior e a causa da fundação afetiva (Gemüth); mas ele tem também a constelação interna, do centro das essências ígneas e, no segundo princípio, aquela das essências divinas de luz-flamejante. Ele tinha toda a magia do Ser de todas as coisas em si. A possibilidade estava nele: ele era capaz de criar de forma mágica, pois amava a si mesmo, desejando, de seu centro, a semelhança. Tendo sido concebido do desejo de Deus, e trazido à luz pela genetrix no Fiat, da mesma forma deveria trazer à luz sua hoste angélica ou humana.

3. Mas se tudo deveria ser gerado de um, ou seja, do trono principesco, ou um do outro, não é necessário saber. Basta-nos saber o que somos e qual é o nosso reino. Contudo, acredito, no fundo, no centro, que um surgia do outro; pois o centro celeste, assim como o terrestre tem seus momentos, que estão sempre surgindo, já que a roda das essências em todos os três Princípios está sempre em movimento, revelando continuamente uma maravilha após a outra. Assim foi construída e composta a imagem do homem, na sabedoria de Deus, onde encontram-se inumeráveis maravilhas; estas deveriam ser reveladas pela hoste humana. Sem dúvida, com o curso do tempo, uma maravilha maior seria revelada, mais em um do que no outro, sempre de acordo com as maravilhosas variações da criação celeste e terrestre; de fato, este é o caso atual, onde encontramos uma maior ciência e compreensão em um indivíduo do que em outro. Portanto, concluo que um homem nascia e dava origem a outro, em conexão com as grandes maravilhas e para a alegria e deleite do homem, já que cada homem criaria seu próprio companheiro. Desta forma, a raça humana teria permanecido num processo de nascimento até Deus colocar o terceiro Princípio deste mundo em seu éter novamente, pois este é um globo com começo e fim. Quando o começo atinge o fim, e o que era último for o primeiro, tudo está consumado. Então o meio será purificado e penetrará novamente aquilo onde encontrava-se antes dos tempos deste mundo, exceto as maravilhas que persistem na sabedoria de Deus, na grande magia, como uma sombra deste mundo.

4. Visto que Adão era uma imagem tão gloriosa, e além do mais, que estava no lugar de Lúcifer, que havia sido expulso, o demônio invejou sua posição, teve um ciúme violento, estabelecendo seu alvo e sua ânsia continuamente diante de Adão, deslizou com sua ânsia na terrenalidade do fruto, fazendo com que Adão acreditasse que a grande glória residia em sua terrenidade incandescente. Se bem que Adão não o conheceu; pois ele não apareceu em sua forma própria, mas na forma de serpente, como na forma de uma besta argilosa; ele praticou truques simiescos como um tolo, que seduz os pássaros e os captura. Ele havia mais que nada, com seu ímpeto de orgulho, infectado e aniquilado metade do reino terrestre, que tornou-se inteiramente corrompido e vão, ainda que tivesse sido gradualmente libertado da vaidade. E como o demônio sentiu que Adão era um filho de Deus, que possuía glória e poder, ele o perseguiu veementemente. A cólera incandescente de Deus também perseguiu Adão, a fim de se deleitar nesta imagem viva.

5. Como vemos, tudo atraía Adão e desejava possuí-lo. O reino do céu desejava-o para si, pois ele havia sido criado para esse reino. Da mesma forma, o reino terrestre o desejava, pois tinha uma parte nele; o reino terrestre desejava ser seu mestre, já que ele era apenas uma criatura. A cólera feroz lançou suas garras, desejando tornar-se criatura e essencial, a fim de saciar sua grande e aguda fome. Adão então foi tentado por quarenta dias, tanto quanto o Cristo foi tentado no deserto e Israel, no monte Sinai, quando Deus deu a eles a lei, para ver se aquele povo teria condições de permanecer firme na qualificação do Pai, na lei, diante de Deus; ver se o homem poderia continuar em obediência, de tal forma que poderia colocar sua imaginação em Deus, a fim de que Deus não precisasse se tornar homem: por conta disso, Deus realizou aquelas maravilhas no Egito, para que o homem visse que há um Deus, e que amasse e temesse a Ele. Mas o demônio era um mentiroso e um enganador, Israel foi afastada por ele, construindo um bezerro, ao qual adorou como a um Deus. Não foi mais possível permanecer firme. Portanto, Moisés desceu da montanha com as tábuas onde a lei havia sido escrita e as quebrou, matando os adoradores de bezerro. Com isso, Moisés não deveria conduzir o povo à terra prometida; isto era impossível. Josué teria que fazê-lo e posteriormente Jesus, que na tentação permaneceu firme diante do demônio e da cólera de Deus, aquele que venceu a cólera e despedaçou a morte, como fez Moisés com as tábuas da lei. O primeiro Adão não conseguiu permanecer firme, ainda que estivesse no Paraíso e o reino de Deus estivesse diante de seus olhos. A cólera de Deus encontrava-se muito mais inflamada, atraindo Adão; a cólera encontrava-se muito mais inflamada na terra, por causa da imaginação e vontade poderosa do demônio.

6. A Razão diz: Será que o demônio tinha tanto poder? Sim, caro homem, e o homem também tem; ele pode remover montanhas, se a penetrar fortemente com sua imaginação. O demônio procedeu da grande magia de Deus e era um príncipe ou rei de seu trono. Ele penetrou o forte poder do fogo, com a intenção de ser senhor de todas as hostes celestes. Assim, a magia tornou-se inflamada e a grande turba foi gerada, a qual lutou com Adão para ver se ele era forte o bastante para possuir o reino do demônio e reinar ali, em outra fonte. O espírito da razão de Adão, é verdade, não compreendeu isso; mas as essências mágicas, de onde surgem o desejo e a vontade, satisfizeram uma a outra, até que Adão começasse a imaginar a terrenidade e desejasse obter o fruto terrestre. Assim foi feito. Pois sua imagem pura, que deveria alimentar-se unicamente do Verbo de Deus, tornou-se infectada e obscurecida: a árvore terrestre da tentação cresceu imediatamente, pois assim desejou e permitiu a luxúria de Adão. Ele tinha que ser tentado, para ver se permaneceria firme. Surge então o severo mandamento de Deus, que disse à Adão: “Podes comer de todas as árvores do Jardim. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque no dia em que dela comeres terás que morrer” (Ge. 2. 16,17). Quer dizer, morrer para o reino do céu e tornar-se terrestre. Adão conhecia muito bem o mandamento, portanto não comeu, mas imaginou ali e foi tomado prisioneiro de sua imaginação, e totalmente sem vigor, fraco e debilitado, foi vencido; Adão caiu então no sono.

7. Desta forma, ele caiu diante da magia e sua glória foi perdida. Pois adormecer indica morte e subjugação. O reino terrestre o subjugou e desejou governá-lo. O reino sideral desejou possuir Adão e realizar suas maravilhas através dele, pois nenhuma outra criatura havia jamais sido tão elevada quanto o homem, capaz de conter o reino sideral. Portanto, Adão foi atraído e devidamente tentado, para ver se poderia ser senhor e rei das estrelas e elementos. O demônio estava a serviço e também pensou em atrair o homem e trazê-lo sob o seu poder, a fim de que este trono pudesse finalmente permanecer seu reino; pois ele sabia muito bem que se o homem deixasse a vontade de Deus, ele se tornaria terrestre. Sabia também que o abismo do inferno encontrava-se no reino terrestre; portanto, ele tinha muito o que fazer. Pois se Adão tivesse se manifestado magicamente, o Paraíso teria continuado na terra. Isso não interessava ao demônio, ele não gostava do Paraíso e nem o queria em seu reino; pois esse não cheirava a enxofre e fogo, mas a amor e doçura. Então, pensou o demônio: Tu não irás comer desta erva, pois deixarias de ser um senhor no fogo.

8. Assim, a queda de Adão permanece inteiramente na essência terrestre. Ele perdeu a essência celeste, de onde surge o amor Divino, e adquiriu a essência terrestre, de onde surge a cólera, a malícia, o veneno, a doença e a miséria; perdeu também os olhos celestes. Além do mais, não mais podia comer de forma paradisíaca, mas imaginava o fruto proibido, no qual o bem e o mal estavam misturados, como ainda estão hoje em dia, todos os frutos na terra. Assim, os quatro elementos tornaram-se ativos e operaram efetivamente nele, pois sua vontade, através da imaginação, tomou o reino terrestre para habitar o fogo da alma. Desta forma, abandonamos o Espírito de Deus para penetrar o espírito das estrelas e dos elementos; estes o receberam e regozijaram-se nele, pois ali vieram a ser vivos e poderosos. Anteriormente, eram compelidos a serem submissos e contraídos; mas agora haviam obtido o domínio.

9. Com isso, o demônio deve ter rido e zombado de Deus; mas ele não sabia o que estava por trás; ele ainda nada sabia sobre a esmagadora da serpente, que afastaria o seu trono e destruiria seu reino. E assim Adão afundou-se no sono, na magia, pois Deus viu que ele não permaneceria firme. Portanto, disse: “Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda” (Gen. 2. 18). Através da qual pudesse edificar sua descendência e se propagar. Pois ele viu a queda e veio ao seu auxílio de outra forma, já que não desejava que sua imagem perecesse.

10. A Razão pergunta: Por que Deus deixou crescer a árvore pela qual Adão foi tentado? Deve ter sido de Sua vontade que Adão fosse tentado. A Razão irá então atribuir a queda à vontade de Deus, e pensa que Deus quis que Adão caísse. Deus, segundo ela, desejou ter um certo número de individualidades no céu e um certo número no inferno, senão teria evitado o mal e preservado Adão, a fim de que ele continuasse bom e no paraíso. Assim julga o mundo presente. Pois, diz, se Deus não fizesse nada que fosse mal, não haveria nada mal, já que tudo é dele proveniente, e só ele é o criador, quem tudo fez. Seguindo este raciocínio, ele fez o que é mal e o que é bom. A Razão insiste em manter esta posição. Pensa também que se não houvesse nada com que o demônio e também o homem fosse cativado, vindo a ser mal, o demônio teria permanecido um anjo e o homem no Paraíso.

11. Resposta: Sim, cara Razão, agora atingistes o ponto; não podes fracassar se não és cega. Ouça atentamente: Por que falas da luz, já que padeces no fogo? Que deleites não terias, caso não habitasse o fogo. Colocaria minha tenda junto a ti, mas tu habitas o fogo; Eu não posso. Tudo o que tens a fazer é dizer à luz: saia do fogo, então serás esplendida e encantadora. E se a luz te obedecer, encontrarás um grande tesouro. Como irás te regozijar se puderes habitar a luz! Quando o fogo não puder te queimar. Assim tão longe vai a Razão.

12. Mas veja corretamente com os olhos mágicos, compreenda com os olhos divinos e também com os olhos naturais, então isso lhe será mostrado, ou seja, se não fores cega e morta. Observe, digo isso para que compreenda por analogia, visto que a Razão é tola e nada compreende sobre o espírito de Deus. Imagine, então, que eu tivesse o poder de tirar a luz do fogo (o que não pode ser) e ver o que se segue. Reflita! Se eu separar a luz do fogo, (1) a luz perde a sua essência. Através da qual brilha; (2) ela perde a sua vida e se torna desprovida de poder; (3) ela é perseguida e superada pelas trevas, extinta em si mesma e se torna um nada, pois ela é a liberdade eterna e um não fundamento; enquanto brilha, é boa, e quando se extingue é um nada.

13. Observe mais! O que eu ainda conservo do fogo se separar dele a luz e o brilho? Nada, senão um desejo seco e trevas. Ele perde essência e vida, perde o desejo e se torna como um nada. Seu súlfur anterior é morte; consome a si mesmo enquanto existir essência. Quando não mais houver essência, haverá um nada, um não fundamento, onde não permanecerá vestígio algum.

14. Então, cara alma que busca, medite sobre isto: Deus é a luz eterna, sua fonte e poder reside na luz. A luz produz brandura, e da brandura o ser é produzido; esse ser é o ser de Deus, e a fonte da luz é o Espírito de Deus, que é a origem. Não há outro Deus do que este Deus. Na luz está o poder, e o poder é o reino. A luz e o poder possuem apenas uma vontade-amor, que não deseja nada mal; ela, de fato, deseja ser, mas a partir de sua própria essência, ou a partir do amor e da doçura, pois isso é como a luz. Mas, a luz surge do fogo, e sem o fogo ela não seria nada, não haveria essência sem o fogo. O fogo provoca a vida e o movimento e é a natureza, mas tem uma vontade diferente da luz. Pois ele é uma fúria ou voracidade e seu único desejo é consumir. Ele só tira e cresce no orgulho; enquanto que a luz nada tira, mas oferece, sendo assim preservado o fogo. A fonte do fogo é a ferocidade, sua essência é amarga, seu ferrão é hostil e desagradável. Ele é um inimigo em si, e se auto consome; e se a luz não vier em seu auxílio, ele se devora, a fim de se tornar um nada.

15. Portanto, cara alma que busca, reflita sobre isto, e logo irás alcançar o objetivo e a paz. Deus é, desde a eternidade, o poder e a luz, sendo chamado de Deus, de acordo com a luz e de acordo com o poder da luz, de acordo com o espírito da luz e não segundo o espírito do fogo. Pois o espírito do fogo é chamado de sua ira, cólera e não é denominado Deus, mas um fogo consumidor do poder de Deus. O fogo é chamado natureza e a luz não é chamada natureza; é verdade que ela possui a propriedade do fogo, mas transmudada, de cólera em amor, de devoradora e consumidora em realizadora, de inimigo e dor amarga em doce beneficência, desejo amigável e plenitude perpétua; pois o desejo-amor extrai a brandura da luz e é uma virgem fecundada, ou seja, fecundada com a compreensão e sabedoria do poder da Divindade.

16. Assim, estamos altamente qualificados para reconhecer o que é Deus e a natureza, o fundamento e o não fundamento, e também a profundeza da eternidade. Reconhecemos, então, que o fogo eterno é mágico e que é gerado na vontade que deseja. Se o eterno e insondável é mágico, também é mágico o que nasce do eterno, pois a partir do desejo surgiram todas as coisas. O céu e a terra são mágicos, assim como a mente e as essências; se pudéssemos ao menos conhecer a nós mesmos!

17. Ora, o que pode fazer a luz se o fogo captura e absorve algo, quando, contudo, o objeto capturado pelo fogo também é mágico? Se tem uma vida, poder e compreensão da luz, por que então corre para o fogo? O demônio era um anjo e Adão uma imagem de Deus; ambos possuíam o fogo e a luz, e mais que isso, possuíam a compreensão divina em si. Por que o demônio imaginou no fogo e Adão na terra? Eles eram livres. Não foi a luz e o poder de Deus o que atraiu o demônio para o fogo, mas a cólera da natureza. Por que seu espírito consentiu? A Magia fez por ele, aquilo que ele tinha dentro de si. O demônio fez para si o inferno, era isso o que ele tinha. Adão se fez terrestre, é isso o que ele é. Deus não é uma criatura, nem um realizador, mas um Espírito e um Revelador. Com o evento da criação, a posição pode ser considerada e apreendida da seguinte forma: O fogo e a luz despertaram, ao mesmo tempo, no desejo, e desejaram um espelho ou imagem de acordo com a eternidade; o conhecimento real nos diz, que a ferocidade ou a natureza do fogo não é realizadora; ela não tornou nada substancial de si mesma, pois isto não pode ser; mas ela tem feito fonte e espírito. Ora, nenhuma criatura tem sua subsistência apenas na essência. Se uma criatura tiver que existir, deve ser através da substância, assim como pelo poder ou súlfur, deve consistir do sal espiritual; então, do fogo-fonte surge um mercúrio e uma verdadeira vida essencial; além disso ela deve ter brilho, caso se queira encontrar nela inteligência e cognição.

18. Assim, sabemos que toda criatura tem sua subsistência no súlfur, mercúrio e sal espiritual. Mas o espírito por si só não realiza tudo isso; deve haver súlfur, onde há o Fiat, ou seja, a matriz salgada para o centrum naturae, onde o espírito é mantido; é preciso haver substância. Pois onde não há substância, não há forma. Um espírito criaturalizado não é um ser compreensível; ele precisa atrair substância para si, através da imaginação, caso contrário não subsiste.

19. Se o demônio atraiu ferocidade em seu espírito, e o homem a materialidade, o que poderia o amor da essencialidade de Deus fazer com relação a isso? Pois o amor e a brandura de Deus, com a essência divina, estava presente e se ofereceu ao demônio, assim como ao homem. Quem pode acusar a Deus? Que a essência colérica era demasiadamente forte no demônio, a ponto de extinguir a essência-amor: o que Deus pode fazer? Se uma boa árvore for plantada, e mesmo assim morrer, o que pode a terra fazer? Ela concede à árvore, no entanto, seiva e energia. Por que a árvore não as toma para si? Tu poderás dizer: Suas essências são muitos frágeis. Mas o que pode a terra fazer, ou mesmo aquele que plantou a árvore?

Sua vontade é apenas que cresça, para sua satisfação, uma boa árvore, e pensa em aproveitar o seu fruto. Se ele soubesse que a árvore fosse perecer, nunca a teria plantado.

20. Temos que reconhecer que os anjos foram criados, não como uma árvore que foi plantada, mas a partir do movimento de Deus, a partir dos dois princípios, ou seja, da luz e das trevas, onde o fogo está oculto. O fogo não queimou no ato da criação e no movimento, como não queima agora, pois ele tem seu princípio próprio. Por que Lúcifer o despertou? A vontade surgiu de seu ser criaturalizado, e não de fora dele. Ele desejava ser o senhor do fogo e da luz; desejou extinguir a luz, e ignorou a brandura; ele desejou ser o senhor-fogo. Vendo que ele desprezou a luz e o seu nascimento na brandura, acabou sendo simplesmente expulso. Desta forma, perdeu o fogo e a luz, tendo que habitar no abismo das trevas. Se ele tivesse o fogo, ele o inflamaria com sua malícia, na imaginação. Além disso, este fogo não queima propriamente para ele, mas somente na fonte essencial feroz, de acordo com as quatro formas no centrum naturae que fornece o fogo em si mesmas. A primeira forma é azeda, dura, áspera e fria; a segunda forma, no centro, é amarga, aguda, hostil; a terceira forma é ansiedade, dor e tormento; e com a ansiedade, como no movimento e na vida, ele (Lúcifer) lançou fogo na dura amargura, entre a dureza e o amargor azedo, a fim de brilhar como um raio de luz, que é a quarta forma. E se não há brandura ou essência da brandura, não se produz a luz, mas unicamente um lampejo; pois a angústia terá a liberdade, mas é muito aguda, e a tem senão como um lampejo, ou seja, fogo, ainda que não possua nenhuma estabilidade ou fundamento. Assim, o demônio deve habitar nas trevas, e tem apenas o lampejo ígneo em si mesmo; além do mais, toda a imagem de sua habitação é como um lampejo ígneo, como se houvesse um trovão: assim a propriedade infernal se apresenta na fonte.

21. Desta mesma forma devemos compreender a árvore da tentação, a qual Adão despertou através de sua imaginação: ele desejou, e a matrix naturae apresentou-lhe aquilo que ele desejava. Deus o proibiu de tocá-la; mas a matrix terrestre teria Adão, pois ela reconheceu nele o poder divino. Isto porque o poder divino havia se tornado terrestre através da inflamação do demônio, embora não estivesse morto, ele buscava ser o que era antes, ou seja, buscava a liberdade, para ficar livre da vaidade; e em Adão estava a liberdade.

22. Foi assim que ela atraiu Adão, a fim de que ele começasse a imaginar; e Adão cobiçou a vontade e o comando de Deus, como encontramos em Paulo: “Pois a carne tem aspirações contrárias ao espírito e o espírito contrárias à carne” (Gal. 5, 17). A carne de Adão era metade celeste e metade terrestre, e assim o espírito de Adão também havia trazido, pela imaginação, um poder para a terra, e a matrix naturae deu a ele aquilo que ele desejou. Ele havia que ser tentado, para ver se podia permanecer firme, como um anjo no lugar de Lúcifer. Portanto, Deus não o criou meramente como um anjo, a fim de que, se ele caísse e não permanecesse firme, Ele poderia ajudá-lo, para que ele não perecesse na cólera feroz, como Lúcifer. Por causa disso, Adão foi criado da matéria, e seu espírito foi introduzido na matéria, ou seja, num súlfur de água e fogo, para que Deus fosse capaz de gerar nele uma nova vida: como uma bela flor, doce e perfumada, cresce da terra. Este era o objetivo de Deus também porque ele sabia que o homem não ficaria firme. Paulo também diz: “Somos pré ordenados em Cristo Jesus antes da fundação do mundo”, ou seja, quando Lúcifer caiu, a fundação do mundo ainda não estava estabelecida, mas o homem já havia sido visto na sabedoria de Deus. Se, contudo, ele haveria de ser criado a partir dos três princípios, já havia perigo, por conta do súlfur inflamado dos materiais. Embora ele houvesse sido criado acima da terra, mesmo assim o súlfur havia sido extraído da matrix da terra, como uma floração da terra, o perigo já existia. Aqui, o doce nome de Jesus introduziu-se formativamente, como um salvador e um regenerador; pois o homem é o maior mistério produzido por Deus. Ele tem a imagem na qual se vê como a Natureza Divina tem, desde a eternidade, se gerado a partir da ferocidade, a partir do fogo, mergulhando, perecendo, num outro princípio, de uma outra fonte. Assim, ele também é resgatado da morte, e cresce da morte num outro princípio, de outra fonte e poder, onde é totalmente libertado da terrenidade.

23. É extremamente benéfico para nós que tenhamos, com relação a parte terrestre, caído a ponto de dividir a terra, se é que ao mesmo tempo, obtenhamos a parte divina. Pois desta forma, fazemos de nós mesmos praticamente puros, voltando ao reino de Deus totalmente perfeitos, apesar de qualquer anelo do demônio. Somos um mistério muito maior do que os anjos. Devemos também superá-los em essência divina. Pois eles são chamas de fogo, iluminados pela luz; mas nós possuímos a grande fonte de brandura e amor que surge na santa essência de Deus.

24. Portanto, comportam-se falsa e erroneamente aqueles que dizem que Deus não quis ter todos os homens no céu. Ele quis que todos fossem salvos; é a própria falta do homem, o que não permite que ele seja salvo; muito embora, muitos tenham uma tendência má, isto não procede de Deus, mas da matrix naturae. Poderias tu acusar à Deus? Mentes; o Espírito de Deus não se extrai de nenhum outro. Expulsa tua fraqueza, penetra a brandura, a verdade, o amor e te entrega à Deus, então serás salvo; foi por isso que Jesus nasceu, porque ele quis salvar. Tu dizes: Estou preso, não posso. Realmente! Tu irás então desejar; assim como o demônio desejou. Se és um cavaleiro, por que não lutas contra o mal? Mas se lutas contra o bem, és um inimigo de Deus. Pensas que Deus irá colocar uma coroa angélica sobre o demônio? Se és um inimigo, não és amigo. Se pretendes ser um amigo, abandona a inimizade e vá até ao Pai, então serás um filho. Onde quer que seja, quem quer que seja que acuse à Deus é um mentiroso e um assassino como o demônio. Tu és, de fato, teu próprio realizador, por que te fazes mal? Embora sejas um material de má
espécie, Deus deu a ti seu coração e espírito. Use estes dons para a realização de si mesmo, e farás de ti algo bom. Mas se usas a inveja e o orgulho, e também o prazer da vida terrestre, o que Deus pode fazer? Irá Deus se posicionar junto ao teu orgulho desprezível? Não, esta não é sua fonte. Mas tu dirás: Eu sou uma fonte mal, e não posso, estou preso. Bem, deixe a fonte demoníaca de lado e penetre com tua Vontade-Espírito no amor-espírito de Deus, entrega-te à Sua misericórdia; algum dia, certamente serás libertado da fonte má. Esta nasce da morte. Quando a terra recebe o corpo, ela pode tomar para si a maldade que pertence ao corpo; mas tu és e continuas sendo um espírito na vontade de Deus, em seu amor. Deixe que o mal Adão morra; um novo e bom irá florescer do velho, em ti, como uma bela flor floresce do adubo mal cheiroso. Tenha o cuidado de manter o espírito em Deus. Não há necessidade de grandes preocupações quanto ao corpo mal, que está repleto de maus efeitos. Se ele tiver uma inclinação à fraqueza, não lhe dê o que é bom; não lhe dê a oportunidade de exercitar a lascívia. Mantê-lo em restrição é um bom remédio; Mas abusar da bebida e da comida é afundar-se com o demônio na lama, onde ele se enlameia como um suíno. Ser sóbrio, ter uma vida equilibrada, é um excelente purgatório para o mau ignorante; não dar a ele aquilo que anseia, deixa-lo jejuar freqüentemente, a fim de que não impeça a oração, é extremamente benéfico. Ele recusa, é claro, mas a Compreensão deve ser mestre e senhora, pois contém a imagem de Deus.

25. Na verdade, isto não é nada agradável ao mundo da Razão, na esfera dos prazeres carnais. Mas por não ser agradável, e além disso atrair e beber nada além da sensualidade terrestre e má, a cólera mistura-se a ela, fazendo com que passe com Adão constantemente para fora do Paraíso, e com Lúcifer para o abismo. Lá irás comer e beber aquilo que, na vida presente atraiu voluntariamente para ti. Mas à Deus não deves acusar; senão serás um mentiroso e inimigo da verdade. Deus não habita em nenhum mal, nem há nele qualquer pensamento mal. Ele tem senão uma só fonte, ou seja, a do amor e da alegria; mas sua cólera feroz, ou seja, a natureza tem muitas fontes. Portanto, que cada um tome cuidado com o que faz. Cada homem é seu próprio Deus e também seu próprio demônio: a fonte para a qual se inclina e para a qual se entrega, é aquela que o impele e o guia: ele se torna seu operário.

26. É uma grande miséria o fato do homem ser tão cego a ponto de não reconhecer o que é Deus, embora ele viva em Deus. Há homens que até mesmo fazem disso assunto proibido, afirmando, que não se deve questionar sobre o que é Deus, ao mesmo tempo que são reconhecidos como mestres de Deus. Estes são mestres do demônio, trabalhando para que ele e seu reino de falsidades hipócritas não seja revelado e conhecido.


Para aprofundar seus estudo abaixo o Link do Livro:
Bons Estudos

"A Morte mística é o caminho para a vida Eterna."
Jacob Boehme

FIATLUX
PAX

MMSorge

Se o amante se lança na chama da vela e não se queima,
ou a vela não é vela ou o homem não é Homem,
Assim o homem que não é enamorado de Deus
e que não faz esforços para o alcançar não é Homem.
Deus é aquele que queima o homem e o aniquila
e nenhuma razão o pode compreender.

Mawlana Rumi - ' Fihi ma fihi'

Por Amor

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... És precioso aos meus olhos. Troco reinos inteiros por ti...

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"Nem Cristão, Judeu, ou Muçulmano,

nem Hindu, nem Budista, Sufi ou Zen.

Nem uma Religião ou Sistema cultural.

Eu não sou do Oriente nem do Ocidente,

nem dos oceanos nem da terra,

nem material ou etéreo,

nem composto de elementos.

Eu não existo..."


Mawlana Jalaluddin Rumi