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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

GRAVURAS DE ALQUIMISTAS


GRAVURAS DE ALQUIMISTAS

 Michel Maier no livro 'Símbolos da mesa áurea das doze nações. Ou seja, a festa hermética ou de mercúrio, celebrada conjuntamente por doze heróis em virtude dos hábitos, sabedoria e a autoridade da arte da alquimia, [...] para restituir aos artistas a honra e a fama devido aos seus merecimentos, onde se demonstra a permanecia da arte e sua invicta veracidade', publicado no ano de 1617, propôs um tipo de organização histórica da alquimia, sem naturalmente pretender determinar a sua história real.

O que este autor pretendeu foi mostrar uma corrente iniciática dos mestres da alquimia que abrange desde Hermes Trimesgisto até Sendivogius (o personagem anônimo) os quais os relacionava às lendas que rodeavam estes personagens para encontrar os seus ensinamentos.

Com a finalidade de ensinar o autêntico sentido da alquimia, Maier compilou o testemunho de doze adeptos, cada um deles identificado com uma nação e uma tradição espiritual. Com emblemas que recriavam uma história imaginária, Maier ensinou que na unidade de todas as tradições se encontrava o segredo da realização alquímica.


Hermes Trimegisto

A primeira imagem dos doze filósofos corresponde a quem se considera o pai da arte alquímica, representante de Egito, berço da sabedoria. A alquimia era conhecida como filosofia hermética.


'O sol é o pai e a lua sua mãe, na união sua união o fogo constitui o terceiro agente. A esfera armilar lembra que a obra é a geometria do infinito'


Maria

Uma representação da tradição hebréia é o segundo elo da corrente dos sábios fundada por Hermes. Miriam, a irmã de Moises, se integrou igualmente este grupo alquímico, do qual é uma da suas glórias.


'Os vapores que sobem e descem por entre os recipientes significam o processo circular de Dissolução e Fixação que precedem o nascimento da Quintessência: cinco flores em um mesmo galho'


Demócrito

O terceiro dos doze alquimistas pertence ao povo grego, ainda apreendeu sua arte em Egito. Demócrito estalava em uma estrondosa risada diante os vãos princípios da mente humana.


'Para privar o corpo denso da sua sombra móvel, os remédios ígneos serão um recurso seguro. Isto é o que faz Vulcano trabalhar com o fogo. Também saem os espíritos e só fica a pureza do coração'


Morieno

Um eremita do século VII representa à nação romana, é conhecido por ter sido o mestre do rei Calid. No seu discurso a Calid descobre toda a arte, ainda que para o ignorante permaneça bastante misterioso.


'Toma aquilo que pisas com os pés, pois de outra maneira, se tentas te elevar sem escada, cairás de cabeça'


Avicena

O representante da cultura árabe na mesa da áurea sabedoria é Avicena. Os antigos tem chamado a Avicena 'o grande príncipe' pelas célebres riquezas que lhe propiciaram suas curas. Difundiu pelo mundo os segredos do magistério e semeou seus escritos com belos símbolos.


'Une à águia voadora o sapo terrestre e contemplarás então o magistério de nossa arte'


Alberto o grande

O primeiro representante das nações européias na corrente hermética é o alemão Alberto o grande, século XIII. Deu aulas em numerosas universidades e foi o bispo de Ratisbona.


'Os que têm escrito concordaram, disse ele, em um ponto: O do hermafrodita, dotado de dois sexos. Mistério do Y'


Arnaldo de Vilanova

O sétimo elo da corrente de sábios alquimistas o ocupa um catalão que morou um longo período na França, nação que ele representa. Era muito ilustrado em medicina, em química e na ciência dos astros, o que o testemunham numerosos escritos.


'Nosso filho verá o dia, nascido dos amores de Gabriel e Beya, unidos pelo matrimonio. O anel representa o fogo dos filósofos que roda como o ano ou o universo'


Tomás de Aquino

O italiano é o oitavo comensal da mesa áurea. Célebre pela sua doutrina no mundo inteiro, Tomas foi chamado doutor angélico. Alberto o grande foi seu mestre.


'O mercúrio misturado ao seu próprio enxofre, imitando a natureza, reproduz todos os metais. O calor da obra vem do céu'


Ramon Lulio

É o representante de Espanha na transição dos mistérios alquímicos segundo o esquema de Maier. Lulio reconhecia que foi educado por Arnaldo e foi seu continuador na tradição alquímica.


'A criança representa ao filho do filósofo. Quando este se junta com sua mulher, o macho produz o corpo da criança'


Roger Bacon

O décimo protagonista da série dos grandes alquimistas é o inglês Bacon. Foi um monge que ensinou em Oxford.


'Quando dês equilíbrio aos pesos dos elementos, presentes serão oferecidos aos teus olhos. União do fogo e a água, com o fiel conectado ao céu'


Melchior Cibinensis

O undécimo elo: No país húngaro se celebra a Melchior: ainda foi um sacerdote, promulgou a oração; tem escrito a pedra sob a forma de uma missa. Uma virgem que dá a luz.


'Esta pedra de leite pura deve ser sustentada como um bebê frágil, em primeiro lugar amamentando. A criança deve crescer'


O anônimo Sármata

A última cadeira dos doze representantes da alquimia está reservada a um autor oculto, indicando com isso que em todo tempo pode manifestar-se e que a corrente hermética sempre está viva.


‘Saturno umecta, disse, a terra na qual nascem suas flores, Ó Febus! E as da errante Lua.

Texto extraído da Revista ARSGRAVIS


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