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terça-feira, 9 de outubro de 2012

A ENCARNAÇÃO DE JESUS CRISTO - SOBRE A ESFERA E O DOMÍNIO PARASIDÍACO - CAPITULO 4


A Encarnação de Jesus Cristo
Jacob Boehme


Nota Do Blog:
Iniciaremos no blog O Sol Interno um estudo sobre algumas obras de Jacob Boehme, O filosofo alemão inspirado por Deus. Abriremos um tópico exclusivo chamado Jacob Boehme para aqueles que se interessarem em aprofundar seus estudos sobre sua doutrina e vida. No final de cada capítulo abordado colocaremos sempre um link para download do livro citado na matéria postada.

Jacob Boehme foi mais do que um simples homem, foi um ser que enxergou com a pureza de seu coração os mistérios que envolem Deus, a santíssima trindade e toda a manifestação de sua criação.

Que aos poucos e de forma constante a força e luz cristica possa tocar nossas almas como tocou a alma deste ser especial.


Paz Profunda 
FIAT LUX
PAX

Namastê

***

Continuação:

CAPÍTULO IV


Sobre a esfera e o domínio paradisíaco, mostrando como teria sido se o homem tivesse permanecido na inocência.

1. O demônio possui muitos argumentos, através dos quais procura desculpar-se, dizendo que Deus também o criou, embora sua forma angélica primitiva, sua fonte e sua imagem, sempre o revelam um mentiroso. Ele faz o mesmo com o pobre homem caído: introduz nele, continuamente, o reino terrestre, com seu poder e faculdade, para que o homem tenha sempre um espelho diante de si e acuse à Deus de tê-lo criado terrestre e mal. Mas ele deixa longe de vista o que há de melhor, o Paraíso, onde o homem foi criado, e também a onipotência de Deus, que o homem não vive só de pão, mas do poder e do Verbo de Deus, e que o Paraíso reinava com sua fonte sobre a terrenidade. Ele mostra ao homem somente sua forma nua, carnal, miserável e pesada; mas a forma na inocência, quando Adão não sabia que estava nu, ele esconde-a, a fim de iludir o homem.

2. Isso se encontra totalmente oculto de nós, pobres filhos de Eva, e de fato o miserável terrestre não é digno de conhecer, ainda que este conhecimento seja bastante necessário a nossas mentes; é fundamental recorrer ao verdadeiro porteiro (aquele que possui a chave), suplicá-lo e nos entregarmos totalmente a ele, a fim de que queira nos abrir o portão do Paraíso, no centro interno de nossa imagem, para que a luz paradisíaca brilhe sobre nós, em nossas mentes e possamos, assim, nos tornarmos desejosos de habitar novamente com nosso Emanuel, segundo o interno e novo homem, no Paraíso; pois, sem esta abertura, nada compreendemos do Paraíso e de nossa imagem primitiva na inocência.

3. Mas, como Cristo, o Filho de Deus, nos gerou novamente quanto a forma paradisíaca, não devemos ser tão indolentes a ponto de confiar na ciência e na razão terrestre. Não encontraremos o Paraíso e o Cristo (que deve tornar-se homem em nós, se quisermos ver a Deus) em nossa razão. Nela tudo é cego e morto. Devemos abandonar a razão e penetrar a encarnação de Cristo; para tanto, devemos ser instruídos por Deus. Então, teremos poder para falar sobre Deus, sobre o Paraíso e sobre o Reino do Céu. Na razão terrestre, que tem sua origem apenas nas estrelas, somos tolos diante de Deus, se tentarmos falar sobre o mistério de forma celeste, pois falamos de algo que não conhecemos e nunca vimos. Mas um filho conhece sua mãe. Da mesma forma, todo aquele que nasceu novamente de Deus conhece sua mãe, não com os olhos terrestres, mas com os olhos divinos e com os olhos da mãe de quem nasceu. Falamos com toda sinceridade ao leitor, a fim de que reflita sobre o que deve fazer, e com que espírito e compreensão iremos escrever.

4. A razão do mundo exterior insiste em afirmar que Deus criou o homem no domínio externo, na fonte das estrelas e dos quatro elementos. Se assim fosse, teríamos sido criados na angústia e na morte, pois estas são as condições do céu astral; quando a razão atinge este céu astral, ela abandona a criatura da qual era líder. Então, o domínio e o ser da criatura, sujeita ao céu exterior, morre; vemos, de fato, como decaímos e morremos quando o céu exterior, com os elementos nos abandona, a ponto de até mesmo uma criança no ventre estar velha o bastante para morrer; além do mais, freqüentemente perece quando ainda está sem vida, no Fiat do domínio exterior, no processo de crescimento do corpo, antes que o centrum naturae acenda o fogo da alma. Sem dúvida, conhecemos a morte e a agonia através da queda de Adão (tão logo tornou-se terrestre), Adão morreu no Paraíso e tornou-se morto para o reino de Deus; portanto necessitávamos de regeneração, de outra forma não poderíamos ser revividos.

5. Deus realmente proibiu Adão de tocar o fruto terrestre, o qual era misto; além disso, realmente criou senão um homem, com propriedade feminina e masculina, com as duas tinturas, ou seja, a do fogo e a da luz no amor, trazendo-o de uma só vez ao Paraíso (sim, o homem foi criado no Paraíso); assim, não podemos admitir as conclusões da Razão que, em conseqüência da infecção do demônio, diz que o homem foi criado terrestre. Pois, o que quer que seja criado sozinho e isolado na vida ou fonte terrestre animal, tem um começo e um fim, não compreende a eternidade, já que dela não procede. Ora, aquilo que não procede do Eterno é transitório, um mero espelho, onde a sabedoria eterna manteve a si mesma em imagem e semelhança. Dela permanece ali senão uma sombra, sem vida ou ser; ela passa como um vento, que surge e se vai. Não foi por causa de tal criatura que o Verbo de Deus tornou-se homem; o Eterno não penetrou a natureza perecível por causa do que é transitório. Nem tampouco penetrou o que é terrestre a ponto de fazer surgir e introduzir o terreno e perecível no poder da Majestade; mas por causa daquilo que surgiu do poder da Majestade, mas que tornou-se mal e terrestre, e que foi como que eclipsado na morte, para que possa ser vivificado, despertar novamente e surgir no poder da majestade, nas alturas onde se encontrava, antes de ser uma criatura.

6. Devemos compreender o homem de forma diferente do que temos feito até aqui, no que se refere ao homem como um animal. De fato, ele tornou-se um animal, de acordo com a propriedade deste mundo; ao morrer em Adão, passou a viver para este mundo e não para Deus. Mas se ele penetrasse com o espírito de sua vontade em Deus, a Vontade-Espírito obteria novamente a imagem pura e viveria de acordo com essa imagem em Deus e de acordo com a propriedade animal neste mundo. Assim, ele estaria na morte, embora ainda estivesse vivo. Assim, o Verbo de Deus tornou-se homem, a fim de poder uni-lo novamente à Deus, para que possa nascer novamente, de forma completa, em Deus, e que o Paraíso possa ser perceptível nele.

7. Devemos considerar a imagem paradisíaca da seguinte forma: Sabemos e afirmamos que Adão foi criado bom, puro e sem vergonha, assim como Lúcifer, com suas hostes. Ele possuía olhos puros e duplos. Pois possuía os dois reinos em si, ou seja, o reino de Deus e o reino deste mundo. Como Deus é Senhor de tudo, também deveria o homem, no poder de Deus, ser o senhor deste mundo; do mesmo modo que Deus governa todas as coisas e passa através de todas as coisas, imperceptivelmente, o homem divino e oculto era capaz de passar e ver através de todas as coisas. O homem externo encontrava-se, de fato, no externo, mas senhor do externo; este estava submetido a ele e não o restringia. Ele poderia, sem esforço, quebrar pedras. A tintura da terra não estava distinta para ele; ele teria descoberto todas as maravilhas da terra. Pois para este fim Adão havia sido criado, também na vida externa, para que pudesse manifestar em imagens e realizar obras que haviam sido vistas na sabedoria eterna; pois ele tinha a virgem Sabedoria em si.

8. Ouro, prata e metais preciosos, ao deixarem a magia celeste, também foram encerrados pela inflamação. Temos aqui algo diferente da terra. O homem ama os metais preciosos e os emprega para seu sustento, mas não conhece seu fundamento e origem. Não é por nada que são amados pela mente; se refletirmos sobre eles, veremos que possuem uma origem elevada. Mas não diremos nada sobre isto aqui, pois mesmo sem dizer nada o homem já os amam demasiadamente, e com isso abandonam o Espírito de Deus. Não se deve amar o corpo mais que ao espírito, pois o espírito é a vida.

9. Mas saibam que eles foram dados ao homem para seu divertimento e ornamento, o homem os tinha por direito da natureza, pertencem a ele, a saber, ao corpo externo, pois a tintura do corpo externo e a tintura metálica possuem um parentesco próximo. Mas quando a tintura do corpo exterior foi corrompida pelo desejo mal do demônio, a tintura metálica também tornou-se oculta e hostil para a tintura humana, pois ela é mais pura que a tintura corrupta no homem exterior.

10. Que isto fique claro a vós, que buscam a tintura metálica: Se queres encontrar a lápis philosophorum, atenham-se ao novo nascimento em Cristo, ao contrário será difícil apreendê-la. Pois ela possui considerável comunhão com a substancialidade celeste, o que seria notável caso fosse libertada da cólera feroz. Seu brilho indica algo que certamente reconheceríamos, se tivéssemos olhos paradisíacos. O fundamento afetivo (das Gemüth) nos mostra isso, mas a compreensão e completa cognição encontram-se mortas quanto ao Paraíso. Por usarmos o que é nobre para desonrar à Deus e para nossa própria perdição, e não louvarmos à Deus com isso, não penetramos com nosso espírito o Espírito de Deus, mas abandonamos o espírito e nos apegamos à substância; a tintura metálica tornou-se um mistério para nós, porque nós nos tornamos alienados à ela.

11. O homem foi criado para ser um Senhor da tintura, que foi sujeita à ele; mas ele tornou-se seu servo, e além do mais, alienado à ela. Assim, ele busca somente o ouro e encontra a terra. Porque ele abandonou o espírito e penetrou a substancia; esta o tomou prisioneiro e o encerrou na morte. Como a tintura da terra está encerrada na cólera, até o julgamento de Deus, também está o espírito do homem, encerrado na cólera, a menos que ele saia e nasça em Deus. Pois o demônio desejou ser o príncipe soberano com sua cólera na Essencialidade celeste; portanto ela se fechou para ele, tomando a forma de terra e pedras, portanto ele não é um príncipe, mas um prisioneiro na cólera, e a essencialidade não o beneficia em nada. Pois ele é espírito e desprezou a Essencialidade celeste, e inflamou a mãe natureza, que com isso tornou todas as coisas corpóreas; Deus juntou tudo isso num amalgama. Mas a essencialidade poderia ser conhecida do homem. Ele tinha o poder para revelar a tintura e manifestar a pérola pura para sua alegria e satisfação, assim como para a honra e magnificência de Deus, caso tivesse permanecido na inocência.

12. Com relação ao comer e beber do homem, através dos quais ele deveria fornecer substância e alimento ao seu fogo, ocorria o seguinte: Ele tinha dois tipos de fogo dentro de si, o fogo da alma e o fogo exterior, do sol e das estrelas. Ora, todo fogo tem que ter súlfur ou substância, ao contrário, não subsiste, ou seja, não queima. Com isso compreendemos que a natureza divina deveria ser o alimento do homem. Pois, como já foi dito acima, o fogo da alma é alimentado com o amor, a brandura e a essencialidade de Deus, com tudo aquilo que o Verbo, como o centro divino, manifesta. Pois a alma procede do fogo mágico eterno; conseqüentemente, a alma necessita de alimento mágico, ou seja, via imaginação. Se a alma possui a imagem de Deus, imagina o amor de Deus, na essencialidade divina, e toma do alimento de Deus, do alimento dos anjos. Mas se ela não possui a imagem de Deus, então se alimenta daquilo que sua imaginação penetra, ou seja, da fonte terrestre ou hostil. Ela também cai nesta matriz, não como uma substância, mas fica repleta de substância, que começa a operar na alma, da mesma forma que um veneno na carne.

13. Conhecemos bem a alimentação do corpo exterior. Havia, de fato, o homem exterior, mas encontrava-se metade absorvido pelo homem interior. O homem interior reinava completamente, como o fogo no ferro incandescente, e cada vida tomava seu alimento de sua propriedade. A imagem de Deus, ou o espírito da alma alimentava-se da essencialidade divina e celeste, o corpo exterior alimentava-se do fruto paradisíaco na boca, não no estômago. Pois como o corpo exterior encontrava-se meio absorvido pelo interior, o mesmo
ocorria com o fruto do paraíso. A essência divina brotava através da essência terrestre, tendo absorvido a essência terrestre no fruto paradisíaco, desta forma, o fruto não era conhecido como terrestre. Conseqüentemente, o desabrochar através da cólera era chamado de Paraíso, já que o amor de Deus florescia na cólera e produzia frutos.

14. Isso nos leva a compreender melhor como é que Deus habita neste mundo, e o mundo está como que absorvido em Nele. O mundo Nele é desprovido de poder, sendo Ele o todo poderoso. Assim era o homem e assim alimentava-se: sua alimentação terrestre era celeste. Da mesma forma que devemos nascer novamente, o fruto paradisíaco nascia novamente da cólera, na essência celeste; como da terra amarga cresce uma erva boa e doce, a qual o sol qualifica de forma diferente daquela que a terra havia qualificado. Desta forma o homem santo qualificava o fruto paradisíaco em sua boca, a fim de que a terrenidade fosse absorvida como um nada, e não tocasse o homem; sabemos que no final, a terra será absorvida, deixando de ser um corpo palpável.

15. Assim ocorria até mesmo com a alimentação externa do homem. Ele comia o fruto com sua boca, não necessitava de dentes para tanto, pois neste instante aparecia a separação do poder. Havia dois centros de poder na boca de Adão, cada um tomava o que lhe cabia. O que era terrestre transformava-se em qualidade celeste, exatamente como devemos ser transformados em nosso corpo, a fim de adquirirmos um corpo de poder celeste. A transformação na boca ocorria da mesma forma; o corpo recebia o poder, pois o reino de Deus encontrava-se no poder. Com isso o homem continuava no reino de Deus, pois ele era imortal e um filho de Deus. Mas trazendo o seu alimento para o intestino, provocando tamanho mau cheiro como agora, pergunto à Razão se isto pode ser o paraíso, e se o espírito de Deus pode habitar ali; do mesmo modo que o Espírito de Deus deveria habitar em Adão, como na criatura de Deus.

16. Sua obra no paraíso, na terra, era pueril, mas com sabedoria celestial. Ele deveria plantar árvores e ervas, à vontade. Ali crescia para ele o fruto paradisíaco, tudo era puro para ele. Ele fazia o que tinha vontade, e fazia corretamente. Ele não tinha lei, senão aquela da imaginação e do desejo; estes ele deveria colocar, com seu espírito, em Deus; assim deveria permanecer eternamente. Ainda que Deus tenha transformado a terra, mesmo assim o homem poderia ter permanecido sem a necessidade e a morte; tudo poderia ser transformado, por ele, em essência celeste.

17. O mesmo se aplica ao beber. O homem interior bebia a água da vida eterna, que vinha da natureza de Deus e o homem exterior bebia água na terra. Mas como o sol e o ar absorvem a água sem serem preenchidos por ela, o mesmo ocorria na boca do homem: tal absorção dissolvia-se no mistério. Tudo o que era terrestre tinha que, pela boca do homem, penetrar novamente aquilo que era antes da criação do mundo. O espírito e a virtude, portanto pertenciam ao homem, e não um corpo terrestre; pois Deus criou para ele de uma só vez um corpo, que era eterno. Ele não necessitava de outro ato criador. Ele era um trono principesco (compreenda Adão), feito de céu, terra, estrelas e elementos, assim como da essência de Deus, um senhor do mundo e um filho de Deus.

18. Observem isso, vós Filósofos! Este é o verdadeiro fundamento e o alto conhecimento. Não misture a ela nenhuma verborréia proveniente das escolas, ela é suficientemente clara. Palpites não ajudam em nada; somente o verdadeiro espírito, nascido de Deus, conhece isso bem. Toda opinião sem conhecimento não passa de tolice terrestre, compreendendo a terra e os quatro elementos; mas o Espírito de Deus compreende um só elemento, onde quatro permanecem ocultos. O quatro não deveria reinar em Adão, mas um sobre quatro; o elemento celeste sobre os quatro elementos deste mundo. Assim precisamos voltar a ser, se pretendemos possuir o Paraíso; é por isso que Deus tornou-se homem.

19. Que isto lhe seja dito, competidores acadêmicos: vocês caminham em círculos e não conseguem entrar, como um gato, que teme o calor, caminha ao redor do caldo quente; assim são vocês, temerosos e envergonhados diante do fogo de Deus. Tão pouco quanto o gato aproveita o caldo cheirando ao seu redor, pouco aproveita o homem do fruto paradisíaco, a menos que deixe a pele de Adão, solidificada pelo demônio, e penetre o novo nascimento de Cristo. Ele deve penetrar o círculo, abandonar a pele da razão; então obterá a compreensão humana e o conhecimento divino; nenhum aprendizado terá valor, somente o nascimento.


Para aprofundar seus estudo abaixo o Link do Livro:
Bons Estudos

"A Morte mística é o caminho para a vida Eterna."
Jacob Boehme

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Se o amante se lança na chama da vela e não se queima,
ou a vela não é vela ou o homem não é Homem,
Assim o homem que não é enamorado de Deus
e que não faz esforços para o alcançar não é Homem.
Deus é aquele que queima o homem e o aniquila
e nenhuma razão o pode compreender.

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