Perceba sua natureza transitória...

Desperte teu Sol Interno...

...e Siga a natureza silenciosa de teu coração.


MMSorge

Tradutor Universal

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Rumi, O Poeta

  
Á noite, pedi a um velho sábio
Que me contasse todos os segredos do Universo.
Ele murmurou lentamente no meu ouvido:
- Isso não se pode dizer. Isso aprende-se.


Vem, vem, seja você quem for,
Não importa se você é um infiel, um idólatra,
Ou um adorador de fogo,
Vem, nossa irmandade não é um lugar de desespero,
Vem, mesmo tendo violado seu juramento cem vezes,
Vem assim mesmo.
Assim

Se alguém lhe perguntar como se desvela
a mais perfeita sensação do gozo,
eleve os olhos e diga:

Assim.

E quando alguém mencionar
a graça do céu nocturno,
suba no telhado, dance, e diga:

Assim?

Se alguém quiser saber o que é
o espírito, ou a essência de Deus,
incline a fronte em sua direcção,
mantenha o rosto colado

assim.

E quando alguém evocar a velha poesia
das nuvens que, aos poucos, encobrem a lua,
afrouxe pouco a pouco os nós da túnica.

Assim?

Se alguém quiser saber como Jesus
levantou os mortos das tumbas,
não tente explicar o milagre.
Beije seus lábios.

Assim. Assim.

E quando alguém perguntar
o que é morrer por amor,
faça um sinal

aqui.

Se alguém quiser saber quão alto é,
hesite, e meça com seus dedos
os espaços entre as rugas da sua testa.

Deste tamanho.

A alma às vezes larga o corpo,
e então retorna. Se alguém não acreditar,
volte para a minha morada.

Assim.

E quando os amantes sussurram,
estão contando a nossa
história.

Assim.

Eu sou um céu onde espíritos vivem.
Mergulhe neste azul profundo
onde a brisa espalha segredos

Assim.

Quando alguém perguntar
o que há-de se fazer,
acenda a vela em suas mãos.

Assim.

Como o perfume de José
chegou a Jacó?

Shhhhhhh!

E como retornou
o suspiro de Jacob?

Shhhhhhh!

A brisa suave limpa os olhos.

Assim.

Quando Shams retornar de Tabriz,
seu rosto há-de mostrar-se atrás da porta,
e nos surpreenderá.

Assim.


Jalal ad- Din Muhammad Rumi
Poeta de Antiga Pérsia.

Rumi, o Místico do Amor


Jalal ud-Din Rumi (1207-1273), o maior dos místicos islâmicos e extraordinário poeta do amor. Nasceu no Afeganistão, passou pelo Irã e viveu e morreu em Konia na Turquia.

Era um erudito professor de teologia, zeloso nos exercícios espirituais. Tudo mudou quando se encontrou com a figura misteriosa e fascinante do monje errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufi, foi "um encontro entre dois oceanos". Esse mestre misterioso iniciou Rumi na experiência mística do amor. Seu reconhecimento foi tão grande que lhe dedicou todo um livro com 3.230 versos o Divan de Shams de Tabriz. Divan signfica coleção de poemas.

A efusão do amor em Rumi é tão avassaladora que abraça tudo, o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. No fundo trata-se do único movimento do amor que não conhece divisões mas que enlaça todas as coisas numa unidade última e radical tão bem expressa no poema Eu sou Tu : "Tu, que conheces Jalal ud-Din (nome de Rumi). Tu, o Um em tudo, diz quem sou. Diz:eu sou Tu". Ou o outro:" De mim não resta senão um nome, tudo o resto é Ele".

Essa experiência de união amorosa foi tão inspiradora que fez Rumi produzir uma obra de 40.00 versos. Famosos são o Masnavi (poemas de cunho reflexivo-teológico), Rubai-yat (Canção de amor por Deus) e o já citado Divan de Tabriz.

Próprio da experiência místico-amorosa é a embriagués do amor que faz do místico um "louco de Deus" como eram São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Avila, Santa Xênia da Rússia e também Rumi. Num poema do Rubai’yat diz:"hoje eu não estou ébrio, sou os milhares de ébrios da terra. Eu estou louco e amo todos os loucos, hoje".



Como expressão desta loucura divina inventou a sama a dança extática. Trata-se de dançar girando em torno de si e ao redor de um eixo que representa o sol. Cada dervixe girante, assim se chamam os dançantes, se sente como um planeta girando ao redor do sol que é Deus.

Dificilmente na história da mística universal encontramos poemas de amor com tal imediatez, sensibilidade e paixão que aqueles escritos pelo islâmico Rumi. É como uma fuga de mil motivos que vão e vêm sem cessar. Num poema de Rubai-yat canta: "Tu, único sol, vem! Sem Ti as flores murcham, vem!. Sem Ti o mundo não é senão pó e cinza. Este banquete e esta alegria, sem Ti, são totalmente vazios, vem!".

Um dos mais belos poemas, por sua densidade amorosa, me parece ser este, tirado do Rubai’yat:"O teu amor veio até meu coração e partiu feliz. Depois retornou, vestiu a veste do amor, mas mais uma vez foi embora. Timidamente lhe supliquei que ficasse comigo ao menos por alguns dias. Ele se sentou junto a mim e se esqueceu de partir".

A mística desafia a razão analítica. Ela a ultrapassa porque expressa a dimensão do espírito, aquele momento em que o ser humano se descobre a si mesmo como parte de um Todo, como projeto infinito e mistério abissal inexprimível. Bem notava o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein na proposição VI de seu Tractatus logico-philosophicus:"O inexeprimível se mostra, é o místico". E termina na proposição VII com esta frase lapidar:"Sobre o que não podemos falar, devemos calar". É o que fazem os místicos. Guardam o nobre silêncio ou então cantam como fez Rumi mas de um modo tal que a palavra nos conduz ao silêncio reverente.

Leonardo Boff
Teólogo

Fonte: http://alainet.org/active/15282&lang=es

Rumi - Casa de Hóspedes


O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda manhã uma nova chegada.

A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.

Receba e entretenha a todos
Mesmo que seja uma multidão de dores
Que violentamente varrem sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando
para um novo prazer.

O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
encontre-os à porta rindo.

Agradeça a quem vem,
porque cada um foi enviado
como um guardião do além.

Rumi (Mestre Sufi do sec. XII)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Centauro Quíron - O Curador, Mestre e Guia Interno

O Centauro Quíron
O Curador e Guia Interno


Quiron traz em si a ferida e a cura, pois à medida em que vivenciamos nosso sofrimento e desamparo, tornamo-nos mais inteiros e curados, porque mais sábios e mais humildes.


TERAPIA: DESPERTAR O CURADOR INTERNO

Jane Eyre Melo - Matéria publicada no jornal "Diário do Nordeste" - em Fortaleza, em 25/07/2004


Terapeutas tocam também suas dores no sacerdócio do cuidar do outro.

Grande parte de vosso sofrimento é por vós próprios escolhido. É a amarga poção com a qual o médico que vive dentro de vós cura o vosso Eu doente. Confiai, portanto, no médico e bebei seu remédio em silêncio e tranqüilidade: pois sua mão, embora pesada e dura, é guiada pela suave mão do Invisível.

As palavras do ilustre pensador KAHLIL GIBRAN serviram como referência para a estudiosa de mitologia e astrologia MELANIE REINHART escrever sobre um assunto contundente. Em QUÍRON E A JORNADA EM BUSCA DA CURA (Coleção Arco do Tempo da Editora Rocco), Reinhart registra com profundidade os perigos do lado fugitivo do ser humano, quando luta por abstrair-se de suas próprias dores, fazendo um movimento ilusório e irreal que não o leva a lugar algum. Ao contrário, ao negar a dor do fundo de sua alma, o homem cria em sua vida muita confusão, a partir dessa recusa em acolher a chamada FERIDA SAGRADA.

Muitas vezes, é essa dor que o leva a enveredar pela área da saúde, tornando-se médico ou psicoterapeuta, pois ao entrar permanentemente em contato com a dor do outro e tentar aplacá-la, terá automaticamente alívio em sua própria dor, mesmo sem ter consciência clara disso.

RESGATE - Sacerdote, poeta, músico, curador, contador de histórias. Na Antigüidade (distinta do presente, em que predominam os especialistas, com razão e visão científica de análise e exclusão) a saúde era concebida e tratada de forma integrada e não desvinculada de outros conhecimentos e saberes.

A própria palavra terapia, explica a psicóloga Jane Eyre Melo, em sua etimologia, se originou do grego thaerapia, que significa SERVIR A DEUS. Desta forma, a prática terapêutica, bastante antiga, já evidenciava a tentativa de conciliação entre o homem e a Natureza. Apesar disso, passou a ser entendida e utilizada pela medicina como forma ou tipo de tratamento e acompanhamento médico.

A especificidade e super especialização promovida na esfera da saúde, levou a se perder a riqueza de um instrumental valioso para a promoção do bem-estar humano. Conforme Jane Melo, ao deixarmos de lado o universo simbólico, ficamos desprovidos da compreensão que os antigos possuíam, que era o entendimento desse “curador interno” e seu processo de despertar, quando surgiam problemas aparentemente insolúveis.

AUXÍLIO - Para a psicóloga, a mitologia traz um grande auxílio no trabalho terapêutico, pois recupera informações que não deveriam ter sido esquecidas, sob pena de promover desconexão e desesperança no humano. “A verdadeira psicologia torna-se uma práxis arquetípica ao penetrar nas profundezas que subjazem a consciência”, pontua.

Ela revela uma questão provocativa, levantada pelo mestre de psicologia alemão, Thorwald Dethlefsen: “Por que, cada vez mais pessoas no nosso meio cultural precisam urgentemente de uma terapia e como as pessoas que viveram nos últimos milênios conseguiam sobreviver sem sua ajuda?”

O professor da Universidade de Munique explica que os homens de CULTURAS ANTIGAS NÃO PRECISAVAM DE TERAPIA porque TINHAM OUTROS MÉTODOS que satisfaziam de modo muito mais adequado às necessidades da alma humana. Jane confirma ter havido um retrocesso no desenvolvimento humano, uma piora na própria essência. “É por isso que o homem moderno é psiquicamente mais doentio do que os homens de épocas anteriores. A psicoterapia transformou-se na resposta para uma perda sofrida por nossa cultura.”

Dethlefsen acentua que hoje temos orgulho dessas “perdas”, as quais fundamentam nossa sensação de “superioridade”. Os mitos e seu culto, com os grandes e significativos potenciais energéticos trazidos por eles desde a Antigüidade, foram jogados fora muito apressadamente, na opinião do psicólogo. “É por isso que o mito e o culto estão tão distanciados da compreensão de nossa época, a tal ponto que esses conceitos despertam falsas associações.” Tudo hoje é “desmitificado” e “desmistificado”, inclusive as religiões.

Só que o mito, originariamente, não traz uma história fantástica, mas uma narrativa que contém a revelação de um princípio divino, transcedental e numinoso, capaz de acordar os processos internos e naturais de cura da psique.

MITO - Quíron, o centauro mitológico, filho de Saturno, o senhor do tempo e da ninfa Filira, foi rejeitado pela própria mãe ao nascer, quando esta se deparou com seu hibridismo (metade cavalo, metade humano). Quíron, o centauro mitológico, traz consigo o arquétipo do curador, sábio e artista. Conduz o humano ao universo dos símbolos, que resignificam crenças, conceitos e valores arraigados da cultura contemporânea, tecnicista e robótica.

De acordo com Jane, era Quíron quem instruía os heróis em suas jornadas, como o fez com Hércules, em seus doze trabalhos. Na astrologia, o planeta Quíron, descoberto em 1977, reaproximou os humanos do arquétipo do “curador ferido”, já que traz sua ferida interna original (rejeição materna) e também outra incurável, por ter sido acidentalmente ferido por uma flecha envenenada. Ao buscar a cura para seu ferimento, passou a ajudar muitas pessoas a se curarem.

Cristina Soares lembra que Quíron aparece na mandala astrológica de todas as pessoas. O que muda é apenas a esfera em que apresenta a dor que o moverá na vida, no sentido de buscar sua cura e compartilhar suas descobertas com as demais pessoas.

Jane Melo confirma que todas as pessoas possuem um lado Quíron, seja representando pelo movimento de despertar de seu terapeuta interno, seja no aspecto híbrido do mito. E finaliza lembrando que o despertar do terapeuta interno pode ser estimulado no contato com o médico, o psicólogo, o artista e até mesmo, um mestre, um professor, um filme, uma música.

Cristina Soares finaliza afirmando que a tendência humana de esconder sua ferida para tentar não acessar a dor nos leva a repetir indefinidamente padrões até surgir o grito de “basta, quero mudar”. É neste ponto então em que ocorre a entrega e cada um pode abraçar sua dor.


QUÍRION

Quirion e Aquiles

Quíron se relaciona aos temas de dor e de cura. Ele representa nossas feridas psicológicas mais profundas, muitas tendo origem na infância ou são inconscientes, e bloqueiam nossa trajetória de vida. Indica as áreas físicas em que somos mais vulneráveis, a nossa tendência para atrair situações que nos trazem mais sofrimento, reativando assim emoções dolorosas do passado. Ao mesmo tempo, ele revela que a cura só pode ser encontrada quando aceitamos e damos a ela um significado real.

Quíron simboliza o guia interno que nos ajuda a obter a cura para os males da alma. Tem extrema relação com as rejeições, onde quer que esteja colocado no mapa.

Temas psicológicos importantes e pertinentes ao significado do planeta: Quíron foi rejeitado pela mãe e presumivelmente nunca chegou a conhecer Crono, seu pai. Foi concebido quando ambos os pais encontravam-se numa forma animal, isto é, a partir de uma união instintual.


PADRÕES DE QUÍRION

Astrologicamente Quíron está relacionado ao tema da dor e da cura.

A nível pessoal, representa a natureza das feridas psicológicas mais profundas, que recebemos nas primeiras fases da vida, conflitos e problemas que exigem solução, com origem na infância ou que são inconscientes, mostrando áreas em que somos vulneráveis.
A configuração de Quíron quase sempre descreve o tipo de conexão existente entre o indivíduo e seu sofrimento interno, bem como um caminho passível de levá-lo à cura.

*Por exemplo, Quíron em aspecto com Vênus - vivenciam tanto as feridas quanto a cura através dos relacionamentos.

Compulsão à repetição na área de Quíron - Além de apontar para a área em que já estamos feridos, Quíron também nos mostra onde podemos atrair mais situações que irão nos ferir; todavia esse processo também pode ser semelhante à “espada que cura a ferida que infligiu”, segundo o qual aquilo que receamos e tememos também pode ser justo a fonte através da qual chegará a cura.

Outro padrão diz respeito a um ciclo de lutas e fracassos aparentemente inúteis que não podemos vencer e do qual tampouco podemos fugir. “A configuração de Quíron quase sempre descreve um conjunto de acontecimentos, padrões e circunstâncias que se repetem, a despeito dos esforços despendidos para modificar o curso desses eventos. Entretanto, podem ser elaboradas e, quando verdadeiramente aceitas com compaixão, algumas vezes curadas”.

Fazer para outros - com freqüência Quíron simboliza coisas que podemos realizar para outros, mas que somos incapazes de fazer para nós próprios”.(Melanie Reinhart)

No mapa astral, Quíron mostra uma área aonde temos tendência a repetir os mesmos erros (Saturno) até que um dia nos damos conta disso (Urano); o mesmo ponto do nosso mapa que aponta um padrão repetitivo ou doloroso é o ponto em que podemos atingir uma libertação, exercendo nosso livre-arbítrio. Primeiro é preciso haver consciência de que algo está errado. E segundo, muita disposição em modificar isso. “Em outras palavras, parece que quando você compreende o que precisa enfrentar e o que de fato está em seu caminho (Saturno) e reconhece o que tem a fazer pela frente (Urano) você está modificando o seu destino (Quíron)”. (Vanessa Tuleski)


Quíron, pequeno astro entre os mais astros,

planetoide do Sistema Solar, roda ciclicamente à volta do Sol, entre a órbita de Saturno e a órbita de Urano, mais longínqua. Girando entre essas duas grandes forças, Quíron é o ponto médio do que Saturno/Urano exprimem na sua inter-relação. (Maria Flávia de Monsaraz)

Saturno é o Passado, a experiência do Tempo, o Saber do já vivido, isso de onde se vem. Com Saturno algo sempre se acaba. Fecha o ciclo da matéria.

Urano é o Futuro, o não sabido, isso para onde se vai. Força imaterial evolutiva, motor de toda a expansão. Por ele se abrem portas, se destrói o Passado, se intuem novas dimensões.

Quíron simboliza a frequência intermediária entre estes dois registos de vibração. Do físico ao metafísico, do conhecido ao que ainda não se conhece.

Entre a memória do Passado e o apelo do Futuro, Quíron é o Eterno Presente. Simboliza a perfeita relação da Alma intemporal, com Cronos, o tempo dos relógios. Por isso Quíron também se identifica com o Tempo síncrono, com as coincidências significativas.

Síntese do Tempo e do não-Tempo, Quíron interioriza o que é exterior, exterioriza a inferioridade. Do que já passou, ao que ainda virá, materializa o imaterial. Apreende a imaterialidade contida na densidade das coisas.

Quando Saturno, a experiência do Tempo na matéria, e Urano, a alta-frequência da Mente Divina, se fundem na Luz da Consciência, Quíron afirma a Magia do mundo. Atravessa o espelho de “Alíce no País das Maravilhas”...

Quíron é a realidade material com tudo o que contém de poder oculto. Inversamente, é a dimensão oculta materializada.

Quíron só vibra quando a dádiva acontece, e o amor incondicional se torna presente. Quíron é sobre a Terra, a evidência do Espírito, o perfeito canal entre dois mundos, a Via - da Unificação.


Atuação de Quírion


“Quíron impele à ação em benefício da totalidade cósmica. Quíron solicita mudanças e atividades em prol das necessidades cósmicas/gerais, sugerindo que usemos nossos dons pessoais e intuições para resolver questões bem concretas e paradoxais, dotadas de significado pessoal e transpessoal. Como Urano, Quíron atua através do conhecedor dentro de nós, desafiando-nos a abandonarmos nossos preconceitos e racionalidade e incentivando-nos a seguir aquela centelha de ação iluminada em nós que faz exatamente aquilo que é mais apropriado, de diversos pontos de vista ao mesmo tempo.


Quíron nos remete à questão mestre-vítima, e a nossa capacidade de resolvermos enigmas que não têm precedentes. Ele realça nossas habilidades mágicas - o desafio às expectativas, a criação de milagres ou à capacidade de seguirmos e encontrarmos o caminho mais curto para atravessar o labirinto. Quando Quíron está forte, apresenta-se a nós muitos problemas e dilemas, aparentemente impossíveis de resolver, que podem ser magistralmente elucidados por meio de uma mudança contextual, uma expansão da percepção e uma abertura de nosso brilho e genialidade - ou, muitas vezes, do bom e velho senso comum, que antes não tínhamos vislumbrado. Acontecem coisas estranhas, mas elas têm significado no quadro geral. Quando tudo parece impossível e temos de desistir, abrimo-nos a Quíron e encontramos a chave que abre a porta que bloqueia nosso caminho. Tudo o que acontece em relação a Quíron parece destinado a acontecer.

Sincronicidades e extraordinárias reviravoltas e aberturas, orientação interior e situações que nos abalam profundamente, caracterizam a ação de Quíron. Nossa tarefa consiste em facilitar o caminho do fluxo universal em nós, pois, quando agimos em harmonia com essa Força nossa capacidade de criar obras-primas de aparentes fracassos aumenta, levando a resultados onde os benefícios gerais e pessoais se igualam”.

(Palden Jenkins)


Os aspectos com Quíron


Em geral, o número de aspectos entre Quíron e os outros planetas indica o grau de poder de cura e os padrões de resposta alquímica natural no interior do nativo.

Um Quíron bastante aspectado é (mostra) igualmente o caminho para a cura do eu (ou ego). Com freqüência poderosas quadraturas e oposições de Quíron com os planetas interiores estão levando o nativo a uma grande cura interior.

Quanto aos nodos lunares, podemos dizer que Quíron em aspecto com os mesmos indica uma ligação kármica com a arte da cura, devendo o indivíduo fazer uma análise mais direta das energias envolvidas, de forma a sintonizar mais e melhor a acentuação que deve dar ao conhecimento do seu dharma (Quíron + nodo norte) ou karma (Quíron + nodo sul), tendo como referência o foco vinculado com saúde e cura.

Fontes:
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Centauros


Na mitologia grega, os centauros (em grego Κένταυρος Kentauros, "matador de touros", plural Κένταυρι Kentauri; em latim Centaurus/Centauri) são uma raça de seres com o torso e cabeça humanos e o corpo de cavalo.
Viviam nas montanhas de Tessália e repartiam-se em duas famílias:
  • Os filhos de Íxion e Nefele, que simbolizavam a força bruta, insensata e cega. Viviam originalmente nas montanhas da Tessália e alimentavam-se de carne crua. Alternativamente, consideravam-se filhos de Kentauros (o filho de Íxion e Nefele) e algumas éguas magnésias, ou de Apolo e Hebe. Conta-se que Íxion planejava manter relações sexuais com Hera, mas Zeus, seu marido, evitou-o moldeando uma nuvem (nefele, em grego) com a forma de Hera. Posto que Íxion é normalmente considerado o ancestral dos centauros, pode se fazer referência a eles poeticamente como Ixiónidas.
  • Os filhos de Filira e Cronos, dentre os quais o mais célebre era Quíron, amigo de Héracles, representavam, ao contrário, a força aliada à bondade, a serviço dos bons combates.
Os centauros são muito conhecidos pela luta que mantiveram com os Lápitas, provocada pelo seu intento de raptar Hipodâmia no dia da sua boda com Pirítoo, rei dos Lápitas e também filho de Íxion. A discussão entre estes primos é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade. Teseu, um herói e fundador de cidades que estava presente, inclinou a balança do lado da ordem correcta das coisas, e ajudou Pirítoo. Os centauros foram expulsos da Tessália e vieram a habitar o Épiro. Mais tarde Héracles exterminou quase todos. [1] [2] [3] [4]
Cenas da batalha entre os Lápitas e os centauros foram esculpidas em baixo relevos no friso do Partenão, que estava dedicado à deusa da sabedoria Atena.

mais sobre Quirion

Quíron (em grego: Χείρων, transl. Kheíron, "mão"[1]), na mitologia grega, era um centauro, considerado superior por seus próprios pares.

Ao contrário do resto dos centauros que, como os sátiros, eram notórios por serem bebedores contumazes e indisciplinados, delinqüentes sem cultura e propensos à violência quando ébrios, Quíron era inteligente, civilizado e bondoso,[2] e célebre por seu conhecimento e habilidade com a medicina. De acordo com um mito arcaico[3] foi criado por Cronos (Saturno, para os romanos), que, depois de ter assumido a forma de um cavalo para se esconder de sua esposa, Réia, engravidou a ninfa Filira.[4] A linhagem de Quíron também era diferente dos outros centauros, que eram filhos do Sol e das nuvens de chuva; os gregos do período clássico consideravam-nos frutos da união entre o rei Ixíon, atado permanentemente a um disco de fogo no Tártaro, e Nefele ("nuvem"), que Zeus teria criado à forma e semelhança de Hera.

Abandonado, Quíron foi encontrado por Apolo, que o criou como pai adotivo e lhe ensinou todos os seus conhecimentos: artes, música, poesia, ética, filosofia, artes divinatórias e profecias, terapias curativas e ciência. Tradicionalmente habitava o Monte Pélion. Ali se casou com Cariclo, também uma ninfa, que lhe deu três filhas: Hipe (Melanipe ou Euípe), Endeis e Ocírroe, além de um filho, Caristo. Grande curandeiro, astrólogo e um respeitado oráculo, Quíron era tido como o último dos centauros, e altamente reverenciado como professor e tutor. Entre seus pupilos estavam diversos heróis, como Asclépio, Aristeu, Ajax, Enéas, Actéon, Ceneu, Teseu, Aquiles, Jasão, Peleu, Télamon, Héracles, Oileu, Fênix e, em algumas versões do mito, Dioniso.

Sua nobreza também se reflete na história que narra sua morte: Quíron teria sacrificado sua vida, permitindo assim que a humanidade obtivesse o uso do fogo. Isto ocorreu durante a visita de Héracles à caverna de Folo, no Monte Pélion, na Tessália, enquanto visitava seu amigo, durante o quarto de seus doze trabalhos, no qual derrotou o Javali de Erimanto. Enquanto estavam fazendo uma refeição, Héracles pediu vinho, para acompanhar a comida. Folo, que comia sua comida crua, estranhou. Ele havia recebido do deus Dioniso uma jarra de um vinho sagrado anteriormente, que deveria ser conservado para o resto dos centauros até que fosse a hora certa de ser aberto. Diante do pedido de Héracles, Folo sentiu-se constrangido a oferecer o vinho santo. O herói o agarrou de suas mãos e o abriu, deixando que seus vapores e aromas saíssem da garrafa e intoxicassem os centauros, liderados por Nesso, que estavam reunidos do lado de fora da caverna e passaram imediatamente a arremessar pedras e galhos. Héracles disparou diversas flechas envenenadas contra eles, para afastá-los. Uma delas atingiu Quíron na coxa. Já Folo saiu do fundo da caverna, onde havia se refugiado, para observar a destruição, e, ao puxar uma das flechas do corpo de um dos centauros, perguntou-se como podia uma coisa tão pequena causar tanta morte e destruição. Ao dizer isso, deixou a flecha cair de sua mão sobre o seu casco, o que o matou instantaneamente.

A flecha não matou Quíron, pois, sendo filho de um titã, era imortal, porém provocou-lhe dores terríveis e incessantes. Coube assim a Héracles fazer um acordo com Zeus, trocando a imortalidade de Quíron pela vida de Prometeu, que roubara o fogo dos deuses e o dera aos homens e, por isso, fora condenado a padecer eternamente, amarrado a um rochedo enquanto um pássaro devorava seu fígado, que voltava a crescer no dia seguinte. Zeus, que afirmara que só o libertaria se um imortal abrisse mão de sua imortalidade e fosse para o Hades, o reino dos mortos, em seu lugar, concordou, liberando Quíron de seu sofrimento, para morrer tranquilamente. O deus o homenageou, colocando-o no céu como a constelação que chamamos de Sagitário (do latim sagitta, "flecha").

A Educação de Aquiles, de Eugène Delacroix.
Quíron salvou a vida de Peleu quando Acasto tentou matá-lo, roubando sua espada e deixando-o dentro de uma mata, para ser morto pelos centauros. Quíron teria retornado a espada a Peleu. Algumas fontes especulam que Quíron seria originalmente um deus exclusivo da Tessália, posteriormente absorvido pelo panteão grego na forma de um centauro.

[editar] Discípulos de Quíron


A Educação de Aquiles, de Donato Creti, 1714 (Musei Civici d'Arte Antica, Bolonha).
  • Aquiles - quando sua mãe, Tétis, abandonou seu lar e retornou às nereidas, Peleu trouxe seu filho Aquiles para Quíron, que o recebeu como discípulo e o alimentou com as entranhas de leões e javalis, e o tutano de lobas.
  • Actéon - criado por Quíron para ser um caçador, celebrizou-se por sua morte terrível: depois de ter sido transformado em um cervo pela deusa Ártemis, foi devorado por seus próprios cães que haviam entrado na caverna de Quíron procurando por seu dono.
  • Aristeu - teriam sido as Musas que, de acordo com algumas versões da lenda, teriam ensinado a Aristeu as artes da cura e da profecia. Aristeu descobriu o mel e as azeitonas. Após a morte de seu filho, Actéon, migrou para a Sardenha.
  • Asclépio - a célebre medicina de Asclépio (Esculápio para os romanos) fundamentou-se nos ensinamentos de Quíron. Apolo matou a mãe de Asclépio, Corônis, enquanto esta ainda estava grávida, porém retirou a criança da pira funerária, entregando-a ao centauro, que a criou e lhe ensinou as artes da cura e da caça.
  • Jasão - seu pai, Esão, entregou-lhe o célebre capitão dos argonautas Quíron para que o criasse quando foi deposto pelo rei Pélias.
  • Medeu - filho de Medéia com Jasão (ou, segundo alguns, Egeu), que deu o nome ao país dos medos, morto numa campanha militar contra os indianos.
  • Pátroclo - seu pai deixou-o na caverna de Quíron para estudar, juntamente com Aquiles, os acordes da harpa, aprender a arremessar lanças e cavalgar.
  • Peleu - pai de Aquiles, foi, certa vez, resgatado por Quíron: Acasto, filho de Pélias, purificou Peleu por ter matado, inadvertidamente, seu sogro, Êurites. A esposa de Acasto, no entanto, Astidâmia, apaixonou-se por Peleu; ao perceber que não era correspondida, passou a tramar contra ele, acusando-o, pelas costas, de tentar estuprá-la. Acasto, sem poder matar o homem que acabara de purificar, levou-o para uma caçada no Monte Pélion; à noite, quando Peleu adormeceu, abandonou-o e escondeu sua espada. Ao despertar, os centauros haviam cercado seu acampamento e o teriam matado não fosse a intervenção providencial de Quíron, que também lhe devolveu a espada após procurar e encontrá-la. Quíron promoveu então o casamento de Peleu com Tétis, criando Aquiles por ela. Também indicou a Peleu como conquistar a nereide que, sempre mudando sua forma, conseguia evitar que ele a capturasse. Em outras lendas, teria sido Proteu quem teria ajudado Peleu; quando este se casou com Tétis, ele teria recebido de Quíron uma lança de carvalho, que Aquiles levou para a Guerra de Tróia, com a qual Aquiles curou Télefo ao remover a ferrugem.
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OS CENTAUROS

Os centauros são realmente fascinantes, e os gregos sabiamente em sua epopéia conheciam profundamente o significado do centauro, ele é a força bruta humana, a força sem razão nem consciência, a paixão sem controle, tem um magnetismo sexual muito forte que aprisionam as Deusas mais despercebidas e desatentas em seus fascinios das falas galanteadoras e “encantadoras”, quando aprisionam suas vitimas ai mesmo só por Deus para sair de seus dominios.

O que isso significa? O que os gregos sabiamente ensinavam nos templos de mistérios das epocas arcaicas? Eles mostravam que todo iniciado autêntico, todo verdadeiro filho do Sol, todo autentico Super homem, ou Super Mulher deveriam transcender sua própria natureza luxuriosa e a converter em luz pura, a pura luz do bardo como dizem os Tibetanos, aqueles que se deixam fascinar pelo magnetismo sexual dos centauros aprisionados estão em seus dominios. E o que significa isso? Significa que não se avança no caminho iniciático sem a eliminação dos instintos mais baixos. Nossas asas não se abrem para voôs mais altos e como Ícaro derretem quando estão proximos do Sol, o  fazendo cair novamente no abismo da matéria. Interessante essa analogia de Ícaro e o Sol não?

Pessoas que tem afinidades com os centauros de forma ainda ingênua se deixam seduzir pelas falsas aparências que eles nos trazem (Quirion é sem sobra de dúvidas a exceção dos centauros, ele é a representação de nosso centauro interno regenerado). Existem pessoas que são fascinantes, com uma grande habilidade em seduzir as “Deusas do Olimpio”, as “Sophias” de Ain Soph, por isso devemos estar muito atentos com os Ixions interiores e exteriores.

Na mitologia grega os centauros das paixões inferiores tentam raptar Hipodamia (a alma humana) e empedir que ela tenha sua boda, sua união sagrada com seu espirito solar Piritoo, puro e celeste.

Podem ver? O que os antigos mestres gregos nos ensinavam naquelas épocas? Toda informação que nos chega por mais boba que pareça são instruções e ensinamentos da alma e dos mestres que nos conduzem.


O CENTAURO QUIRION


Quem é Quirion? Ele é a força instintiva, brutal e sexual controlada, ele é o fogo de Lucifer domado (o sexo, a alquimia, o sahaja maituna, os sacramentos da igreja de Roma ou do Amor) o fogo que era aceso nas tochas divinas dos templos gregos pelas antigas sacerdotisas, fogo esse roubado sabiamente de Lucifer por Prometeu para construir a escada de ascensão da alma a niveis inimaginaveis, e elevar sabiamente os inciados para a morada dos Deuses, o Olimpio.

O Centauro Quirion é uma parte nossa interna que aprendeu a domar a rebeldia luciférica e a “Colera de Deus” que nos devora o ventre para ser nosso sabio tutor, orientador, professor e mestre, ele é profundamente sábio e pode nos ensinar coisas que nem remotamente sonhariamos, ajuda o verdadeiro iniciado em todo seu processo de elevação e ascensão.

Todo aquele(a) quando o desperta internamente o tem como um forte e sabio aliado que o ajuda a canalizar sabiamente suas energias sexuais para dentro e para cima em um ato puro e divino, auxilia na união de dois casais puros a trabalharem na grande Obra do Pai como Franscisco e Clara, Madalena e Jesus, Radra e Krisna.

Precisamos Despertar nosso Qurion interno, mas não se enlassar ou se deixar seduzir pelos Ixions exteriores (os galanteadores, os Dons Juans)  muito menos pelos ixions interiores, representados por nossas paixões mais escondidas e refinadas.

Pra subir é preciso descer e eliminar todo ego e egoismo humano e não apenas o controlar como muitos dizem por ai, para subir é preciso descer e trabalhar nos sacramentos do Amor, no Tantra, na Alquimia, com pureza e castidade, como Prometeu, Jesus, Horus, Mitra, Krisnha e tantos outros, essa é a grande chave revelada para todos que buscam a auto realização intima.

A Sabedoria de Deus é a Loucura para os homens e na Sabedoria de Deus nos tornamos eternamente “Loucos” mas se olharem com mais atenção veram O Fogo celeste que fecunda o ventre Divino e não a Boca Insana que traga todo Ser inconsciente e adormecido.

Se o amante se lança na chama da vela e não se queima,
ou a vela não é vela ou o homem não é Homem,
Assim o homem que não é enamorado de Deus
e que não faz esforços para o alcançar não é Homem.
Deus é aquele que queima o homem e o aniquila
e nenhuma razão o pode compreender.

Mawlana Rumi - ' Fihi ma fihi'

Por Amor

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... És precioso aos meus olhos. Troco reinos inteiros por ti...

"Nem Cristão, Judeu, ou Muçulmano,

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Nem uma Religião ou Sistema cultural.

Eu não sou do Oriente nem do Ocidente,

nem dos oceanos nem da terra,

nem material ou etéreo,

nem composto de elementos.

Eu não existo..."


Mawlana Jalaluddin Rumi